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Vem mais uma dupla de zaga aí, e isso não é um bom sinal para o Corinthians
Matheus Fiuza

Jornalista formado pelo Mackenzie. Há 24 anos respirando e vivendo o Corinthians. Desde novembro de 2023 escrevendo para o Meu Timão.

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Vem mais uma dupla de zaga aí, e isso não é um bom sinal para o Corinthians

Félix, Gustavo Henrique e Cacá tem sido os zagueiros mais utilizados por António Oliveira

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Diante do Atlético-GO, daqui uma semana, António Oliveira precisará mudar mais uma vez o miolo da defesa do Corinthians. Isso porque o equatoriano Félix Torres, titular absoluto da equipe, fará as malas para se juntar aos compatriotas para a disputa da Copa América, que terminará em meados de julho. Cacá terá um novo companheiro ao seu lado. E isso não é uma notícia animadora.

A respeito da atual dupla titular, ela por si só já traz algumas ressalvas. Torres se mostrou um cara importante para ajudar na construção das jogadas e, principalmente, nas coberturas e antecipações, sanando um problema dos últimos anos. Por outro lado, se o quesito técnico foi elogiado para iniciar os lances, também tem se tornado uma armadilha ao equatoriano, ao mostrar irregularidades e perder a bola em zonas perigosas, embora não tenha sido prejudicado (ainda) com um gol nesse sentido.

Cacá, por sua vez, não tem a qualidade para quebrar as linhas de passe como Félix, exibindo insegurança em alguns momentos mais pressionado. Porém, ele tem compensado com o jogo efeito do zagueiro, através da bola aérea (recompensada no momento ofensivo, com três tentos na temporada). Nas últimas partidas, ele também tem mostrado velocidade nas coberturas e melhor posicionamento para antecipações, depois de mais irregularidades em seu início no Parque São Jorge. É o jogador menos problemático do momento.

A dupla será desfeita por pelo menos um mês, e a tendência é que Gustavo Henrique, outro "novato" do elenco, herde a posição. Ele, que perdeu a posição para Cacá após um período com dengue, chama a atenção pela estatura, mas não mostrou segurança e qualidade suficiente para elevar o patamar do Timão no setor. É um jogador mais lento e com menos trato técnico com a bola para criar em relação a Félix, já evidente em alguns jogos. Mais preocupação do que tranquilidade em um momento conturbado.

O restante das opções não salta aos olhos. Caetano, que chegou a começar a temporada como titular, perdeu espaço e ficou alguns jogos sem ser relacionado por António. João Pedro Tchoca tem um piso alto, mas não enxergo um teto necessário para se tornar titular e resolver o problema do miolo de zaga. Raul Gustavo já deu sinais suficientes de que não tem condições de se firmar no Corinthians.

A base possui alternativas promissoras, casos de Cauã Ribeiro (Sub-17 e 2008), Rafa Venâncio (Sub-20 e 2006) e William (Sub-20 e 2006), mas é sempre preciso ter cautela com os garotos, que estão em desenvolvimento diariamente na base. Por isso, o Corinthians, de olho na abertura da janela de transferências, precisa olhar com carinho para o miolo de zaga. Apesar de ter outras lacunas evidentes no elenco, esta é uma que não pode ser menosprezada.

O clube precisa voltar a pensar grande, mas é claro que há um período de transição entre diretorias, sendo herdada uma dívida astronômica da gestão anterior. No entanto, os alvos precisam ser melhores e precisamente escolhidos para criar a fundação de um time que volta a ser o que o torcedor almeja e merece. Sem grandes zagueiros, como a própria história do Corinthians mostra, é difícil ter segurança para se reerguer.

Veja mais em: Félix Torres, Cacá, Gustavo Henrique, Raul Gustavo, Caetano e João Pedro Tchoca.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Matheus de Oliveira Fiuza

Jornalista formado pelo Mackenzie. Há 24 anos respirando e vivendo o Corinthians. Desde novembro de 2023 escrevendo para o Meu Timão.

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