O álbum de figurinhas 100% Coringão

Memória Fiel

Nostalgia alvinegra que vai além dos jogos, gols e súmulas. Aqui reviramos os arquivos para reencontrar as várias pequenas histórias e detalhes que formam a gigantesca história do Corinthians.

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O álbum de figurinhas 100% Coringão

O álbum de figurinhas 100% Coringão

Álbum do Corinthians, em 1993. Um álbum SÓ do Corinthians

Foto: Arquivo Pessoal/Juliano Barreto

Faltando menos de um ano para a Copa do Mundo, todo mundo começa a se empolgar com as camisas das seleções, as convocações e com o lançamento do álbum de figurinhas da Copa. Apesar de ter curtido essa fase, em 1994, nenhum álbum foi tão emblemático para mim quanto o álbum do Corinthians, lançado em 1993.

Ao contrário dos álbuns convencionais, onde cada página dupla mostra a escalação de um dos times que disputa um certo campeonato, o livro ilustrado da série "Grandes Clubes Brasileiros" apostou em edições específicas para cada um dos times mais populares do Brasil.

O álbum do Corinthians, que não consegui nem chegar perto de completar na época, fazia um apanhado completo sobre tudo relacionado ao Timão, indo muito além das clássicas figurinhas dos jogadores do elenco profissional.

O álbum começava pela história do clube, mostrando ilustrações antigas de craques lendários, como Neco, Cabeção, Baltazar, Sócrates...

A gloriosa Fazendinha e as piscinas do Parque São Jorge também tinham uma página dupla só para elas. O ginásio de esportes com um símbolo enorme do Corinthians na cobertura também tinha destaque.

Em vez de se contentar com os 11 titulares e mais um ou outro jogador mais conhecido, o álbum do Timão tinha figurinhas do elenco inteiro. É claro que as figurinhas mais disputadas eram as dos ídolos Neto, Tupãzinho, Viola e Ronaldo. Mas tinha muita gente rezando para achar o Baré, o Hermes, o Embú e outros craques "alternativos" que jogavam mais no time de aspirantes.

Uma curiosidade, para não dizer bizarrice, do álbum era trazer uma página com a diretoria completa do Corinthians. Já na época, o time era presidido pelo vitorioso e polêmico Alberto Dualib. Mas, claro, a figurinha mais engraçada era do direto Alberto Martins Perez... com um cachimbo na boca!

Finalizando álbum, havia a tímida página de troféus. Óbvio que títulos como o Paulista do Quarto Centenário e o Paulista de 1977 mereciam muito mais que só uma figurinha. Mesmo assim, é bacana ver que a nossa sala de troféus já tinha taças conquistadas em Portugal e na Espanha. Tem time por aí que já chamaria isso de Mundial...

Coluna do Juliano Barreto

Por Juliano Barreto

Jornalista, biógrafo, maloqueiro e sofredor. Desde 1993 recorta jornais, revistas e guarda tudo relacionado ao Coringão. Neste blog, vamos tirar a poeira desses arquivos e matar as saudades.

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