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O simples recompensa
António Oliveira fez o simples mais uma vez contra o Racing, do Uruguai, e foi recompensado com nova grande atuação do Corinthians
Foto: Danilo Fernandes / Meu Timão
António Oliveira é recompensado quando faz o simples
Opinião de Pedro Mairton
O Corinthians deu show na despedida da fase de grupos da Sul-Americana. Em grande atuação coletiva e individual, o destaque principal ficou para Igor Coronado, testado mais uma vez no time titular de António Oliveira, que por sua vez foi recompensado por fazer o simples.
Igor Coronado entrou na vaga de Romero, que vive o pior momento com a camisa corinthiana na temporada. O paraguaio não balança as redes há 12 jogos, mas só foi sacado dos 11 iniciais quando António Oliveira percebeu que era hora de mudar.
Não foi a primeira vez que o técnico português acerta ao mudar o time titular. Diferente de alterações anteriores, no jogo contra o Racing, do Uruguai, ele não vivia momento de pressão por resultados.
António Oliveira chegou ao Corinthians sem tempo para trabalhar, mas logo de cara implementou um ajuste na defesa que marcou o início de trabalho dele: a movimentação de Raniele para formar a linha de cinco defensores como terceiro zagueiro quando o time estava sem a bola.
A estratégia funcionou contra equipes tecnicamente inferiores, mas o Corinthians sofria contra grandes adversários por causa do espaço deixado entre a linha de defesa e o meio-campo. António Oliveira, porém, só aboliu a tática após a sequência de quatro jogos sem vencer.
O jogo contra o Fluminense foi a virada de chave do Corinthians e de António Oliveira. Além de fixar Raniele como cão de guarda, o comandante sacou Cássio, em má fase, tirou Fausto Vera de segundo volante, onde pouco rendeu no Timão, e ainda voltou a dar a titularidade para Wesley, o melhor jogador da equipe em 2024.
O resultado foi muito além dos 3 a 0 no placar. Mostrou também as titularidades incontestáveis de Carlos Miguel, Breno Bidon e Wesley, além de não recuar mais Raniele para a defesa e perder a proteção no meio-campo. As mudanças sequer foram julgadas como radicais, mesmo que uma delas foi deixar o ídolo Cássio no banco, mas António Oliveira só fez o simples: deu chance a quem estava melhor.
Desde aquele jogo, o Corinthians perdeu apenas um dos oito seguintes disputados, justamente quando o técnico voltou a usar a estratégia da linha de cinco defensores, contra o Flamengo.
O português não está proibido de fazer testes no Corinthians, como quando tentou jogar com Yuri Alberto e Pedro Raul juntos, mas logo viu que o esquema não funcionava. O camisa 9 deixou a ponta-direita para voltar a ser centroavante e é o artilheiro da equipe do ano com 13 gols.
A própria escalação de Igor Coronado na vaga de Romero gerou dúvidas se o jogador atuaria como ponta ou meia e o teste funcionou no primeiro jogo. Se não der liga nas partidas seguintes, basta António Oliveira mudar novamente o time. O importante é não morrer abraçado com suas convicções e fazer o simples.
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Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.





