A origem do Mosqueteiro, mascote do Corinthians

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Celso Dario Unzelte, jornalista e pesquisador, é comentarista das televisões por assinatura ESPN/ESPN Brasil, do programa Cartão Verde (TV Cultura) e professor de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero

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A origem do Mosqueteiro, mascote do Corinthians

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A origem do Mosqueteiro, mascote do Corinthians

Uma das mais antigas imagens do Mosqueteiro, publicada pelo jornal A Gazeta Esportiva na década de 1940

Foto: Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

O Ciro Hey está de volta. Agora, ele quer saber a origem do mosqueteiro como mascote do Corinthians. Faça como ele!

Nós, aqui, vamos continuar esclarecendo as dúvidas dos internautas do site Meu Timão sobre história, estatísticas ou qualquer outro tipo de curiosidade ligada ao Corinthians, como essa.

A base para as respostas será sempre o Almanaque do Timão, trabalho que desenvolvo há mais de 20 anos sobre todos os jogos, jogadores e técnicos do nosso time desde 1910. Ele virou livro em 2000, foi reeditado em 2005 e agora existe na forma do APLICATIVO ALMANAQUE DO TIMÃO, para smartphones e tablets, que pode ser baixado (de graça!!!) via Apple Store ou Google Play. Nos dias (e noites) de jogos, esse aplicativo oficial do Corinthians continua sendo atualizado on line.

O APLICATIVO ALMANAQUE DO TIMÃO também traz o GAME DO TIMÃO, uma plataforma de questões de múltipla escolha em que acertos e velocidade de resposta somarão pontos para um ranking geral de usuários cadastrados. Os mais bem ranqueados receberão prêmios periódicos (semanais, mensais, semestrais e anual), como réplicas de camisas antigas, camisas oficiais, camisetas, relógios, bijuterias, bonés e livros, além de visitas acompanhadas ao Memorial do Clube, no Parque São Jorge, e até ingressos de cortesia para jogos na Arena Corinthians.

CELSO UNZELTE

Celso, em um tópico que criei rolou uma polêmica sobre a origem do mosqueteiro como mascote do clube. Fui pesquisar e tem pelo menos umas cinco teorias. Quais são os mitos conhecidos sobre nosso “mascoteiro” e sua verdadeira história?

Ciro Hey

Socorro, SP

@ciro.hey

Existe, de fato, mais de uma versão sobre a origem do Mosqueteiro como mascote do Corinthians. A mais antiga delas remonta a 1913.

Naquele ano, o Corinthians começou a disputar o campeonato da Liga Paulista de Futebol (LPF), ao lado de Germânia (atual Esporte Clube Pinheiros), Internacional e Americano. Teria, portanto, se tornado o “quarto mosqueteiro”, como o personagem D’Artagnan, que, no romance Os Três Mosqueteiros, do escritor francês Alexandre Dumas, juntou-se a Athos, Porthos e Aramis. Essa versão, no entanto, carece de registros da própria época, pois só aparece reproduzida em textos das décadas seguintes. Além disso, o Campeonato Paulista da LPF de 1913 foi disputado por cinco times, e não por quatro, pois havia também o Ypiranga.

A mais aceita é a versão de que o apelido “mosqueteiro” teria surgido após a primeira vitória internacional da história do Corinthians: 3 a 1 no Barracas, da Argentina, em um amistoso disputado no Parque São Jorge na tarde de uma quarta-feira, feriado de 1º de maio de 1929.

A denominação apareceu no dia seguinte àquele jogo, em uma crônica para A Gazeta escrita pelo jornalista Thomaz Mazzoni, famoso também por ter criado as mascotes de outros clubes, como o Periquito do Palmeiras e o Santo do São Paulo, além de nomear os clássicos Corinthians x Palmeiras como Derby, Corinthians x São Paulo como Majestoso e Palmeiras x São Paulo como Choque-Rei.

Naquele texto, Mazzoni saudou a “fibra de mosqueteiro” do time bicampeão paulista de 1928/29 (que depois chegaria ao tricampeonato em 1930), formado por Tuffy, Grané e Del Debbio; Nerino, Guimarães e Munhoz; Filó, Apparício, Gambinha, Rato e De Maria. O “trio final” (goleiro e três zagueiros), Tuffy, Grané e Del Debbio, também era chamado de “Os Três Mosqueteiros”. Eles compunham, ainda, a defesa titular da Seleção Paulista, que na época disputava o Campeonato Brasileiro de Seleções.

O “Esquadrão Mosqueteiro” de 1929, que teria dado origem à mascote do clube
Versão do Mosqueteiro publicada na capa da revista Corinthians na década de 1950
Crédito: Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

Versão do Mosqueteiro publicada na capa da revista Corinthians na década de 1950
O “Esquadrão Mosqueteiro” de 1929, que teria dado origem à mascote do clube
Crédito: Reprodução/Arquivo Celso Unzelte

Veja mais em: História do Corinthians.

Game do Timão

Coluna do Celso Dario Unzelte

Por Celso Dario Unzelte

Celso Dario Unzelte, jornalista e pesquisador, é comentarista das televisões por assinatura ESPN/ESPN Brasil, do programa Cartão Verde (TV Cultura) e professor de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero

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  • Comentários mais curtidos

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    Marcelo 5144 comentários

    por @batman

    Incrível seu acervo da história do time seria muito legal se no memorial tivesse espaço para copia dessas revista jornais e até mesmo uma copia do seu almanaque nosso filhos e até os netos poderiao conhecer mais da história do nosso time são como eu penso artefatos que como em um museu registrao as passagens pelos anos

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    Coluna 6202 comentários

    por @zizzo.bettega

    Destaque para o Troféu do Torneio Início no canto esquerdo da charge da capa da Revista do Corinthians, torneio este que meu pai tanto falava e eu acho que a FPF deveria criar um meio de utilizar na fórmula do Campeonato Paulista, já que o campeonato regional agora serve para abrir a temporada e não é mais o principal e mais almejado campeonato. Outro fato curioso na capa são os outros 13 (?) mascotes que aparecem na capa em que se destaca o Mosqueteiro Corinthiano. Valeria uma outra publicação para encontrar quem soubesse responder todos os nomes e a quais clubes pertenciam os mascotes, alguns eu tenho dúvida, alguns mudaram. Eu particularmente acredito que a 1ª história é muito mais factível apesar de carecer de provas, algo que deveria ter dimensão só entre a nossa torcida e desconsiderada pelas demais torcidas da elite que foi a inconveniente chegada de um D'artagnan da então área periférica e varzeana da capital para roubar a cena e protagonizar a cena futebolística da cidade.

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    Douglas 218 comentários

    47º. por @douglasxandy

    Celso, queria saber quais jogadores que estavam no elenco Campeão Brasileiro em 2015 que podem ser campeões agora em 2017?

    Abraço!
    Douglas Vasconcelos
    Itaberaí-GO

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    Samuel 290 comentários

    46º. por @samuel.pires

    E o Grêmio em 1946 copiou nosso Mascote.

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    45º. por @bazaia

    Obrigado Professor (sempre com maiúscula), tamo junto é nois.

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    José 1094 comentários

    44º. por @casagrande83

    Parabéns professor Celso, eu também sou professor de Ed. Fisíca e lamento não ter tido aula com um professor tão diferenciado como você. Eu gostaria de saber o porque da classe ´´ intectual `` criticar tanto o futebol e não considera-lo uma arte como a pintura o teatro entre outras. Essses dias em uma breve pesquisa procurando sobre intectuais renomandos que aprecieam a modalidade, enconterei como fã da arte referida(pra mim e acredito que pra você), nada mais quem UMBERTO ECO, escritor italiano renomado. Você poderia me explicar o porque disso? Ou poderia me passar também uma lista de intelectuais que apreciem também a modalidade?
    Desde já agradeço pela sua imensa contribuição!
    Parabéns pela matéria!

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    Ciro 39344 comentários

    43º. por @ciro.hey

    Celso, dessa vez venho não para fazer uma pergunta.. Mas um pedido.
    Como você trabalha na ESPN, não sei se tem como recuperar um arquivo muito antigo.
    Cerca de 15 anos atrás(eu tinha uns 19) teve uma final da copa das camisas (varal das camisas) no programa futebol no mundo.. Ainda cursava faculdade quando ganhei a camisa do Milan no programa.
    Fiz uma paródia de Sozinho, para Nuzinho.. Que o Alex Tseng cantou ao vivo no final do programa.
    Infelizmente não vi o programa naquele dia, por causa de uma namoradinha rs e nunca passou a reprise do programa.
    Falei com o Alex por e-mail na época que falou que foi muito legal o programa e naquela época não havia YouTube, ao menos não como é hoje para pedir o tape rs
    Será que tem como recuperar esse arquivo, vermos por e-mail? Aqui? No seu blog? Ou como me enviarem o arquivo para eu ver e mostrar para minha esposa? Ou até postar no meu blog?

    Tem como ajudar nisso Celso? Ou me indicar alguém que possa me ajudar?

    Abraço e desculpa incomodar

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    Rafael 845 comentários

    42º. por @rpereira

    Quem são os mascotes do campeonato de 1955?
    Os participantes foram, segundo a wikipedia:
    Portuguesa, (a Severa, antiga mascote da lusa)
    Corínthians, (o mosqueteiro, óbvio)
    Palmeiras (o periquito)
    São Paulo, (São Paulo, de marrom)
    Santos (Peixe)
    Jabaquara (leão)
    Guarani (o índio)
    Ponte Preta (a macaca)
    XV de Novembro de Piracicaba, (Nhô Quim, o caipira)
    XV de Novembro de Jaú (O galo da comarca)
    Noroeste (O maquinista - só não sei porque está pintado de verde)
    São Bento (de S. Caetano) (O santo de azul)
    Taubaté (O burro da central)
    Linense (O elefante)

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    Bruno 894 comentários

    41º. por @sestovani

    Esse jornalista Thomaz Mazzoni é um mito do jornalismo, passou quase 100 anos e ainda falamos as coisas que ele criou, deve ser inspiração a todos os jornalistas.

  • Foto do perfil de Eduardo

    Eduardo 1 comentário

    40º. por @eduardo.bonifacio

    Boa tarde Unzelte.
    Tenho uma missão para o Sr. Almanaque.
    Vivemos um tempo de intolerância e nunca entendi os motivos pelos quais o Corinthians é odiado. Existe algum motivo na história para justificar esse ódio como o do atual Técnico do Vitória BA?

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    Vinicio 564 comentários

    39º. por @vinicio.ferreira

    Acho que a segunda versão seja a mais convincente e também muito mais legal se for essa mesmo, como é que pode não existir um busto por menor que seja no museu ou na sala de troféus ou até mesmo um quadro grande com o trio que deu a origem ao mascote MOSQUETEIRO isso é a história do SCCP tem que ser preservada e sempre lembrada por gerações e gerações.
    Grande trabalho Celso, é um salve a Tuffy, Grané e Del Debbio por fazer parte dessa história é uma pena serem tão poucos lembrados!

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    Marcelo 7932 comentários

    38º. por @marcelo1978

    Registro histórico interessante.