Depois da tempestade, vem o Corinthians
Opinião de Rafael Castilho
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Torcida do Corinthians antes do duelo contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil
Foto: Wanderson Oliveira / Meu Timão
Depois da Tempestade, vem o Corinthians!
Com os tetos desarranjados. Com prejuizos acumulados.
Com a vida dificil do nosso povo para reconstruir os telhados. Saudosa Maloca! Maloca querida! Dinde donde nois gritemos Vai Corinthians em nossas vidas.
Corinthianos simples perderam o teto, a eletricidade, mas não a luz, nem a força, nem a energia, nesse meio caminho para que o Corinthians seja mais do que um campeão, mas, como sempre , redentor das nossas mazelas e esperanças!
Muitos corinthianos desesperados. Pensando-se, “como faremos?”.
Como?
Com o Coringão no coração.
Porque os ventos ruins já vinham soprando bem antes dessa tempestade que varreu São Paulo.
Haviam muitas pessoas se envenenando de fel por ver esse clube num caminho ruim.
Nesse cenário, promessas de perdições é o que surgem.
O ressentimento se assume.
Mas veio o vento. Varreu muita coisa.
E o Corinthians se fez Corinthians!
Nossa! Que lindo que foi!
Os Gaviões se fizeram Gaviões pelo mérito do seu povo. A Doze se fez 12 por sua dignidade. A Pavilhão, com um menino capaz, que trabalha pra não ver perder a memória dos seus antepassados. A Estopim, a Chopp, a Macabra o Escanteio, que na minha época poderia até ser chamada de chamada de “Torcida da Curvinha!
Relatos de vários coringões perdendo seus voos. Eles sofreram por não estarem aqui em BH.
Rolou uma decepção para alguns. Mas logo depois, uma força que se convertia em energia transformadora.
Um coringão louco, sem eletricidade em casa, bem na hora do jogo. Recuperou a alegria de se saber corinthiano. Redescobriu seu radinho de pilha, sintonizou no jogo e mostrou para seu filho como funciona essa tecnologia tão preciosa e resiliente.
Ele lembrou-se do tiozinho que era porteiro do prédio dele e, que na época sem internet, e sem ódio na vida, ficava sempre com o radinho ligado. Ele perguntava para o Seu Alcídes os resultados das rodadas, que respondia com voz de “plantão esportivo”.
Aqueles que tinham reserva de bateria em seus celulares, gastaram cargas vendo o jogo nessa televisão de bolso. Um celular servia para dez corinthianos abraçados vendo o jogo na telinha.
Quem estava no Mineirão deixou suas maiores forças pelo Corinthians. O que a Fiel fez foi mais uma vez impressionante. Todos irmanados, como filhos de Deus, com suas vozes que representavam a si mesmos e também quem não pôde estar lá. Porque se tivesse ingresso pra todo mundo a torcida do Corinthians lotaria o Mineirão sozinha.
As pessoas se perguntam, como o Corinthians consegue se superar nesses momentos de crise e fazer o impensável e o impossível?
Acontece que o Corinthians já nasceu pra isso. Nossa história significa desde o primeiro dia a superação. A existência do Corinthians é um verdadeiro milagre. Superamos crises desde 1910. Nos insurgimos contra a ordem óbvia e supostamente natural das coisas desde sempre. Não é que o Corinthians consiga, ele nasceu para conseguir. É seu propósito de existência. Não é que o Corinthians supere, ele é a própria superação.
E nossos antepassados olham por nós. Somos amparados e protejidos. A espada de São Jorge e seu escudo nos protegem. Esses antepassados que construíram o Sport Club Corinthians Paulista com sangue, suor e amor, irão nos guiar e dar sabedoria para o nosso povo. Irão nos dar força para lutar.
Porque o nosso nome é superação!
E as tempestades não irão nos derrubar.
Vai Corinthians.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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