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Ironia do destino
Carille deve ter percebido que é possível ser mais ousado, mesmo longe de Itaquera
Foto: Rodrigo Gazzanel /Agência Corinthians
Apesar da derrota, Corinthians parece ter achado o caminho das vitórias
Opinião de Roberto Gomes Zanin
Ironia do destino.
Ganhamos várias partidas jogando mal.
Contra o Flamengo jogamos bem e perdemos.
Há um ano, naquele mesmo Maracanã, o time se apequenou. Não deu nenhum chute a gol.
Mas empatamos e matamos o rubro-negro em Itaquera.
Dessa vez, perdemos a classificação em casa, quando Carille abriu mão de suas convicções e abriu demais o time.
Mas, no Rio, merecíamos melhor sorte.
Sorte que não tivemos no chute de Ralf.
Um a zero no primeiro tempo, enervaria a torcida do cheirinho e os jogadores. Pena.
Mas o Corinthians foi altivo. Jogou bola.
Os cariocas foram melhores apenas no último terço do jogo, quando fomos para o tudo ou nada.
Love correu, se esforçou, mas aquele chute forte poderia ter ido mais no canto, sem chencers de defesa para Diego Alves.
E Fagner fez falta. Muita falta. Carille não seria tolo de escalar o lateral na Venezuela, se houvesse alto risco de contusão.
Passou a era do "olhômetro". Os profissionais têm acesso a exames de última geração que apontam o estado físico dos atletas.
O erro foi ter mantido Fagner em campo quando a classificação contra o Lara ficou assegurada, já no intervalo.
O preço da eliminação na Copa do Brasil terá valido a pena, se Carille tiver aprendido a lição de ouro que o campo apresentou.
O ensinamento de que é perfeitamente possível ser audacioso fora de casa, sem abrir mão da solidez defensiva.
Boas perspectivas para o time, apesar do gosto amargo da derrota.
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.




