Rony e uma bomba de R$ 40 milhões que poderia estourar a qualquer momento no colo do Corinthians

Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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Rony e uma bomba de R$ 40 milhões que poderia estourar a qualquer momento no colo do Corinthians

Corinthians estava fechado com Rony em abril de 2018, mas desistiu após aviso do departamento jurídico do clube

Foto: Miguel Locatelli / Athletico-PR

O Meu Timão revelou no último dia 8 que o Corinthians foi em busca de informações sobre Rony na virada do ano, quando percebeu que a situação do Michael não avançava. Ao descobrir que a multa rescisória era de € 12 milhões (R$ 54 milhões), somada ao jeito intransigente de Mario Celso Petraglia de fazer negociações, os dirigentes nem abriram conversa.

Pois bem.

Dias se passaram e o assunto Rony voltou a ser noticiado, com uma suposta volta à carga do Corinthians que, por sua vez, seguiu negando qualquer chance de contratar o jogador.

Quando o atacante ficou fora da viagem do Athletico-PR à Argentina, o assunto esquentou de vez nas redes sociais, surgindo teorias e até possíveis cláusulas contratuais que facilitariam o negócio.

A diretoria do Corinthians, nos bastidores, mantém os pés no chão, sem confirmar qualquer interesse no jogador nem chance de contratá-lo.

Estaria a diretoria do Corinthians escondendo o jogo? É difícil dizer, as coisas no futebol nem sempre são claras.

Independentemente disso, algo é certo: Rony é uma bomba de R$ 40 milhões que pode estourar a qualquer momento. Hoje, se estourar, cai no colo do Athletico-PR. Se vier para o Corinthians, pode cair no colo do Corinthians.

Para que o torcedor entenda:

Em abril de 2018, o Corinthians acertou com Rony e seus empresários. Acerto verbal com o atacante de 22 anos, que pertencia ao Albirex Niigata, do Japão, e aguardo da chegada ao Brasil para assinar o contrato de três anos.

Ao descobrir o acerto, os japoneses notificaram o Timão sobre a situação do jogador, que teria abandonado o clube mesmo sob contrato. Na notificação, o aviso de que a multa rescisória era de € 10 milhões (cerca de R$ 40 milhões) e que iria até as últimas consequência em busca da mesma.

O jurídico do Corinthians, então, orientou que o departamento de futebol profissional abandonasse a ideia de contratar Rony. Isso foi feito. E o atacante, por sua vez, acabou no Athletico-PR, onde jogou bem desde então, fazendo gols e sendo campeão.

Pois bem.

Em março de 2019, a promessa foi cumprida. O Albirex Niigata acionou a Fifa com o pedido de R$ 40 milhões. O Athletico-PR, no processo, entra como parte interessada. Ou seja, quem usufrui da quebra de contrato.

Além do valor da multa, segundo a ação dos japoneses, o atacante poderia ser suspenso de quatro a seis meses. O clube, por sua vez, poderia sofrer a sanção de não poder registrar reforços por duas janelas de transferência. Essa é uma decisão possível a ser considerada pela Fifa.

E aí que está a situação.

As possíveis contas seriam assim:

50% dos direitos + sem derrota na Fifa = R$ 27 milhões

50% dos direitos + com derrota na Fifa = R$ 67 milhões

100% dos direitos + sem derrota na Fifa = R$ 54 milhões

100% dos direitos + com derrota na Fifa = R$ 94 milhões

Valeria a pena assumir esse risco?

Você contraria Rony, torcedor? O Meu Timão projetou uma possível escalação para 2020

Veja mais em: Mercado da bola e Diretoria do Corinthians.

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Por Rodrigo Vessoni

Formado pela FIAM, trabalhou na Rádio Transamérica e, por 12 anos, no LANCE!. Neste momento, também é repórter da Rádio 9 de Julho, SP (AM 1600). Participa ainda, quando chamado, de programas na TV.

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