#FechouDoutor: a história da contratação de Sócrates

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#FechouDoutor: A História da Contratação de Sócrates

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#FechouDoutor: A História da Contratação de Sócrates

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira nasceu em 1954 e jamais morrerá.

Foto: Irmo Celso/Placar

Um jovem muito promissor começou a jogar com 15 anos nos juvenis do Botafogo de Ribeirão Preto. Em 1973, entrou na faculdade de medicina e em 1974, com 19 anos, foi o vice-artilheiro do Campeonato Paulista com oito gols, atrás de Geraldão.

Ao contrário dos dias de hoje, o Campeonato Paulista era o principal campeonato do calendário das equipes do estado. Em uma época em que grandes jogadores passavam toda sua carreira no Brasil, foi um grande feito. Geraldão foi comprado pelo Corinthians em 1975, mas logo perceberam que sem Sócrates seu desempenho não era o mesmo.

No entanto, Sócrates não era um jogador qualquer. Seu pai exigia que ele terminasse seus estudos e rechaçou tentativas e mais tentativas de contratação. Antes de ir, o Doutor liderou o time de Ribeirão Preto na conquista da taça do primeiro turno do Campeonato Paulista de 1977.

Entusiasmado com a possibilidade de ser bicampeão, Vicente Matheus buscava formar um grande time. O volante Chicão era seu alvo: o presidente do SPFC - Antônio Leme Nunes Galvão - propôs vender o volante por Cr$ 5,5 milhões mais o passe de Cláudio Mineiro. Ao mesmo tempo, o SPFC fazia uma proposta para trazer Sócrates e Nei do Botafogo para o time do estádio que fica longe; a pedida do Bota era de Cr$ 8 milhões pelos dois. Outro concorrente era a Ponte Preta.

Sem dinheiro para fechar o negócio, Galvão mudou sua pedida: além do já acordado por Chicão, pediu também a marcação de partida entre SPFC e Corinthians com toda a renda da partida indo para seu clube.

Neste meio tempo, dois amigos corinthianos de Sócrates foram visitar Matheus em sua casa. Eles disseram para Matheus se apressar, senão Sócrates seria comprado pelo seu adversário, que achava estar fazendo a venda do ano com Chicão.

Vicente Matheus podia ter centenas de defeitos, mas duas qualidades ele tinha: era uma RAPOSA FELPUDA e MUITO CORINTHIANO. Ele mandou seu irmão Isidoro discutir os termos da contratação de Chicão em um almoço com Nunes Galvão como se fosse fechar negócio, e partiu para Ribeirão Preto na manhã de dois de agosto de 1978. Depois de dez horas de negociação, fechou a contratação do Doutor por cinco milhões e 860 mil cruzeiros com o Botafogo e a história da Democracia Corinthiana começou a ser escrita.

(Nos valores de hoje o passe custou um milhão de reais e seu salário era de R$ 5.300,00; outros tempos.)

Na apresentação, Sócrates disse que seria "o jogador que todos sonhavam em ver no Corinthians". Para nós foi um sonho, Doutor. #VaiCorinthians!

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Por Teleco 1910

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