55 pontos em 5: o plano de metas para o Corinthians

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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55 pontos em 5: o plano de metas para o Corinthians

Cinco próximos jogos serão determinantes para as aspirações de título do Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O técnico Fábio Carille assegura que o Corinthians ainda briga pelo título do Campeonato Brasileiro, mas, com 42 pontos, Timão só entraria de vez na disputa se, daqui cinco rodadas, alcançasse os 55 pontos na tabela de classificação. Ou seja, levasse 13 dos 15 pontos que estão por vir.

O título desta coluna, a minha primeira no Meu Timão, é uma referência ao Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek. Ao assumir a presidência do país, na década de 50, JK identificou alguns problemas que, na sua avaliação, precisavam de rápida resolução para colocar o Brasil na mesma esteira de evolução das potências mundiais.

Com a promessa de avançar 50 anos em 5, o político conseguiu mudar diversos setores industriais do Brasil (a custos sentidos até hoje, claro) e, de forma mais objetiva, construiu Brasília, tirando do Rio de Janeiro o centro político do país, condição que perdurava por séculos.

Para que a capital fluminense, representada pelo Flamengo, deixe de ser a referência também neste Brasileiro, o Timão precisa somar 13 dos próximos 15 pontos em disputa. Obviamente, não é fácil conseguir o feito, mas é a única maneira de, na opinião deste que vos escreve, ao menos ameaçar a soberania flamenguista.

Um dos pontos da análise leva em conta que os cariocas jogarão neste período lidando com desfalques causados por seleção (Rodrigo Caio e Gabriel), lesão (Filipe Luís e Arrascaeta) e a cabeça voltada para o jogo da volta contra o Grêmio, pela Libertadores, marcado justamente entre o quarto e o quinto jogo desta série.

O contexto corintiano também é importante para isso. O Timão atuará quatro vezes na cidade de São Paulo em meio a esses compromissos, saindo da capital paulista apenas para encarar o Goiás, na 26ª rodada, uma das vitórias desejadas. Serão três jogos na Arena e um no Morumbi, com tamanho e dificuldade ajustados para uma equipe que quer ser campeã.

Explica-se: em casa, os comandados de Carille estão invictos e precisarão mostrar essa força para vencer o bom Athletico e o desesperado Cruzeiro. Além disso, caso consigam manter o padrão do ano, podem repetir o domínio visto contra o Santos quando o Timão atuou em seus domínios, totalmente inverso ao que aconteceu nos clássicos alvinegros como visitante de 2019.

Se alcançar um possível e difícil 100% na Arena nesses três jogos, a equipe vai precisar buscar ao menos um empate contra o São Paulo, no domingo, outro teste para quem quer ser campeão. No ano, até agora, o Timão fez apenas um gol em quatro clássicos como visitantes, aquele de Danilo Avelar, contra o Palmeiras, no Paulista.

Sem o advento de definir o confronto em casa, como aconteceu nos mata-matas do Estadual, é necessário que o Corinthians vá à casa são-paulina determinado não só a conseguir o empate. Um ponto seria bom apenas para quem tem como objetivo o G-4.

Com esses 55 pontos ao final da 28ª rodada, o Timão estaria, nos pontos corridos, atrás apenas das suas campanhas de 2015, quando somava 60, e 2017, quando tinha 58. Contando que o Flamengo não vá manter o surreal aproveitamento registrado com Jesus até aqui, é bem provável que a distância ao líder se torne algo próximo da registrada entre a campanha atual e a desses títulos. Aí, sim, Carille poderá dizer que briga pela taça.

Veja mais em: Títulos do Corinthians, Campeonato Brasileiro e Fábio Carille.

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Por Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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