Por que o Corinthians que vai jogar domingo ainda merece o benefício da dúvida

Tomás Rosolino

Tomás Rosolino é jornalista faz um tempo. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, ex-Agora SP e Gazeta Esportiva. Hoje no Meu Timão. Vejo muito esporte, todo dia, o dia todo.

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Por que o Corinthians que vai jogar domingo ainda merece o benefício da dúvida

Time que jogou no Uruguai e na maior parte da Sul-Americana é bem diferente do que tenta o título paulista

Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians

Passada a pior goleada da história do Corinthians em competições internacionais - apenas a segunda em 198 jogos por competições Conmebol - todas as críticas ao técnico Vagner Mancini e aos jogadores que construíram esse vexame são válidas. Ao time que vai a campo no domingo, nem tanto.

Para se ter uma ideia, João Victor, Jemerson, Raul Gustavo, Gabriel, Ramiro, Lucas Piton e Cauê foram titulares em apenas uma partida do torneio, a vitória por 3 a 0 sobre o Sport Huancayo. Além disso, assumiram a bronca de encarar clássicos contra Santos e São Paulo, sem tempo de treino - e corresponderam a ponto de serem hoje os titulares.

Somam-se a isso Luan, Mateus Vital e Mosquito, que corresponderam bem quando mais se precisou deles durante a temporada. Ou seja, a base que vai entrar em campo não merece ter sobre os seus ombros o vexame apresentado fora de casa.

Ou seja, creio serem um pouco injustas as críticas de que o Corinthians caiu na real ou algo do tipo porque o time - que demorou para ser finalmente escalado - realmente mereceu as expectativas criadas para o restante da temporada.

Posto isso, tanto Mancini quanto vários dos atletas que estiveram em campo no Uruguai claramente não são mais pontos confiáveis para o ano. A dupla Méndez e Gil teve outra atuação tenebrosa, Fábio Santos ficou exposto e Jô não consegue levar o menor perigo às defesas adversárias. Não é falta de tentar, ele simplesmente não consegue.

O trabalho do treinador, que teve seus bons pontos, não pode ser levado como confiável à medida em que o Corinthians toma uma goleada a cada 15 jogos, média tenebrosa para um clube que passou anos vangloriando-se da boa defesa. Há de se cogitar que não é isso o que se espera para o Brasileiro. Já que não vai ser campeão, a torcida espera ao menos não passar vergonha.

Por fim, a diferença gritante do desempenho entre os times mostra que a diretoria precisa se mexer para, ao menos, assegurar a permanência das peças atualmente titulares. Dentre eles, Jemerson me parece uma renovação obrigatória pensando no cenário que se vive.

Veja mais em: Vagner Mancini e Campeonato Paulista.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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