Amor ou ódio?

Vitor Chicarolli

Jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi, tem 22 anos e trabalhou no Diário Lance!. Atualmente, acompanho diariamente o Corinthians pelo Meu Timão.

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Amor ou ódio?

Apesar de gols importantes, Guerrero é marcado pela conturbada saída do Corinthians

Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

No último sábado, logo após a derrota do Flamengo para o Liverpool na final do Mundial de Clubes da Fifa, o atacante Paolo Guerrero relembrou o gol histórico marcado pelo Corinthians na grande decisão do torneio internacional de 2012, contra o Chelsea, em Yokohama, no Japão.

Autor do único tento daquela partida contra os ingleses, o peruano afirmou se "considerar um privilegiado" pelo feito alcançado há sete temporadas e também reforçou o quanto o clube buscava aquela conquista.

Foi lindo marcar esse gol. O Corinthians buscava muito esse mundial, foi linda a comemoração, você não ganha todo dia. A gente viu os últimos que chegaram, Flamengo, River, me considero privilegiado com todos os companheiros de Corinthians”, disse, em entrevista à Fox Sports.

Como esperado, a declaração do jogador repercutiu de forma imediata e dividiu a Fiel nas redes sociais. Enquanto alguns corinthianos agradeceram tudo que Guerrero fez pelo Timão, outros lamentaram a conturbada saída do centroavante do Parque São Jorge.

Aos que não se lembram, o camisa 9 deixou o Corinthians no início de 2015, logo após declarar que só vestiria a camisa alvinegra no futebol brasileiro (dias depois se transferiu para o Flamengo). O próprio atleta, atualmente no Internacional, admitiu que não se arrepende de tal declaração.

Ok! Compreendo completamente os torcedores que o criticam por essa atitude, mas preciso confessar que nunca vou esquecer a brilhante e emblemática passagem do peruano pelo Timão.

Além dos 54 tentos marcados (estrangeiro com mais gols pelo time paulista), Paolo conquistou títulos, representou o manto alvinegro e deixou a vida dentro de campo pelo nosso clube. Maloqueiro e brigador, ele era o verdadeiro símbolo da raça corinthiana.

Guerrero também me proporcionou a maior emoção da minha vida. Isso porque eu estava nas arquibancadas do Yokohama Stadium em 16 de dezembro de 2012 e tenho certeza que nunca vou sentir algo parecido. Foi uma emoção inenarrável (não só para mim, mas para todos corinthianos do planeta) quando aquela cabeçada parou no fundo das redes do goleiro Petr Čech.

Por isso, eu digo com total consciência que Guerrero deveria ser mais valorizado pela torcida do Corinthians. O que ele fez por aqui é eterno. Não à toa, considero ele um dos grandes ídolos da centenária história alvinegra.

No futuro, quando meu filho (ou filha) me perguntar qual foi o jogo mais importante da minha vida, vou lembrar com muito prazer da atuação de Guerrero e de tudo que ele já fez pelo Corinthians.

E você, caro leitor do Meu Timão, lembram com raiva ou com orgulho da passagem de Guerrero pelo Parque São Jorge?

Veja mais em: Ex-jogadores do Corinthians e Mundial de Clubes.

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Por Vitor Chicarolli

Jornalista formado pela Universidade Anhembi Morumbi, tem 22 anos e trabalhou no Diário Lance!. Atualmente, setorista do clube de coração. Com o Corinthians em qualquer lugar.

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