Vale mesmo festejar um empate contra o Palmeiras?

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Vale mesmo festejar um empate contra o Palmeiras?

Fiel em Itaquera: dever dos atletas é honrar o apoio da torcida

Foto: Agência Corinthians

Nos últimos dias, ouvi jovens e veteranos torcedores definirem como positivo um eventual empate contra o Palmeiras, no decisivo jogo desta rodada 32, em Itaquera.

Argumentam que o rival permaneceria 5 pontos atrás na tabela de classificação (60 a 55). Consideram ainda que, avaliadas as campanhas do segundo turno, não seria de todo mal arrancar um pontinho do Palestra, posto que nosso aproveitamento é de 33,3%, enquanto o deles é de 61,1%.

Cabe, no entanto, uma análise mais profunda. Primeiramente, não disputamos o campeonato somente com os verdes. O Santos venceu seu compromisso doméstico diante do Atlético Mineiro, neste sábado, e alcançou 56 pontos, reduzindo a 3 a distância para a equipe de Carille.

Detalhe outro: depois da rodada 32, faltarão ainda seis jogos para cada equipe.

Admitamos, portanto, hipoteticamente um empate no último Derby do centenário. Manter-se-ia em cinco pontos a diferença para o Palmeiras; em quatro, para a representação peixeira.

Façamos agora, com a permissão do leitor, uma "viagem" pelas seis rodadas seguintes. Na 33, enfrentamos o Atlético Paranaense, fora de casa. Jogo tradicionalmente difícil. O Santos desafia, novamente em casa, o Vasco. O Palmeiras bate-se, na Bahia, com o irregular Vitória, time que normalmente sofre em seus domínios.

Na rodada 34, encaramos, em Itaquera, o Avaí, ainda desesperado para fugir do rebaixamento. O Palmeiras, em casa, enfrenta o Flamengo, às voltas também com a Sul-Americana (felizmente o primeiro jogo da semifinal contra o Junior Barranquilla ocorre somente em 23 de novembro, onze dias depois). Em Santa Catarina, o Santos enfrenta a Chapecoense.

No giro 35, novamente em casa, nos batemos contra o Fluminense. O Palmeiras, em casa, enfrenta o fraco Sport, até agora o pior time do segundo turno. O Santos vai à Salvador pegar o Bahia.

Na rodada 36, no Rio, o Corinthians enfrenta o Flamengo, sempre uma pedreira (mas quatro dias antes do compromisso rubronegro pela Sul-Americana). O Santos, em casa, deve enfrentar um time reserva do Grêmio, que estará focado na primeira partida da final da Libertadores, três dias depois, contra o Lanús, em Porto Alegre. Já sabemos o que rende este Grêmio 2.

Na rodada 37, o Corinthians recebe o Atlético Mineiro, em Itaquera. O Santos sai para encarar o Flamengo. O Palmeiras recebe o equilibrado e competitivo Botafogo.

Enfim, a rodada final. O Corinthians jogará fora, contra o Sport, que possivelmente ainda estará pugnando por sua permanência na divisão maior do futebol brasileiro. O Palmeiras sai para enfrentar o Atlético Paranaense, que talvez ainda cultive a esperança de obter vaga na Libertadores de 2018. O Santos, em casa, fecha sua participação contra o Avaí.

Logicamente, não se ganha ou perde jogo na véspera. E nenhum mago é capaz de prever o futuro de um campeonato. No entanto, a lógica sugere um caminho pedregoso para o Corinthians nos seis jogos derradeiros e efetivas chances aos adversários diretos.

Nos últimos quatro jogos, o Timão conquistou 1 ponto em 12 possíveis, ou seja, teve aproveitamento pífio de 8,3%. Disputou, no entanto, três jogos fora e somente um em Itaquera, contra o Grêmio.

Busquemos uma estatística mais otimista, portanto. No segundo turno, em 12 partidas, como já informamos, o aproveitamento é de 33,3%. A repetir-se o padrão, depois de eventual empate contra o Palmeiras, a esquadra corinthiana atingiria 66 pontos.

Cabe, dessa forma, avaliar em retrospectiva se o empate contra o Grêmio, em casa, foi mesmo favorável às pretensões corinthianas.

E mais: será que a postura "cautelosa" nas três partidas fora de casa realmente gerou benefício? Alguma ousadia e uma vitória que fosse nessa trinca de jogo teria garantido bom oxigênio aos mosqueteiros.

Neste treino de sábado, em Itaquera, a Fiel demonstrou toda sua paixão e sua energia no apoio à equipe. Sempre foi assim, sempre será.

Entretanto, é preciso que os comandados de Carille absorvam essa força e a traduzam em raça e determinação neste terceiro Derby de 2017. A vitória é fundamental.

Faltam horas. Que os espíritos de Neco, Grané, Teleco, Baltazar, Luizinho, Idário e Sócrates nos guiem nesta decisiva batalha.

Veja mais em: Campeonato Brasileiro.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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