Não foi pênalti e outros detalhes da noite

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Não foi pênalti e outros detalhes da noite

Giovanni Augusto: tento fundamental na Baixada

Foto: Agência Corinthians

1) No primeiro tempo, se pudesse, o árbitro carioca Wagner Nascimento Magalhães teria ele próprio emendado um tiro contra a meta de Walter. E revoltou a Fiel ao aliviar para Thiago Heleno, que deveria receber o vermelho pelo golpe que aplicou em Romero.

2) Fagner não cometeu pênalti. Vamos explicar direitinho, no detalhe, recorrendo diretamente à fonte dos conceitos que regem a arbitragem.

3) Na edição Laws of Game da FIFA (2016/17), da International Football Association Board, a infração por mão na bola está claramente definida no capítulo Fouls and Misconduct. Vamos traduzir.

4) “O handling (toque faltoso de mão na bola) envolve um ato DELIBERADO do jogador em fazer contato com a bola com a mão ou o braço”.

5) “O seguinte deve ser considerado: o movimento da mão em direção à bola (não a bola em direção à mão)”.

6) E o que mais deve ser levado em conta: ​“a distância entre o oponente e a bola (bola inesperada); a posição da mão não necessariamente significa que há uma infração”.

7) À luz da regra, claríssima, não ocorreu a infração que resultou no pênalti.

8) A cúpula da arbitragem brasileira não sabe falar Inglês e traduz mal o que lhe é enviado pela FIFA. Aliás, o presidente da CBF nem pode viajar ao Exterior... Pra que outro idioma? E mais: poucos cronistas esportivos brasileiros se dão ao trabalho de estudar as regras do jogo.

9) A honra do critério esportivo foi salva por Walter, que impediu o tento do Atlético Paranaense. Que os anjos zelem pelo nosso valente arqueiro. Estamos contigo!

10) Adriano e Cachito Ramirez anotaram tentos fundamentais à campanha do penta, em 2011. Giovanni Augusto repetiu a façanha. Porque no Timão, por tradição, cada peça vale e o coletivo sempre faz a diferença.

11) O meio de campo corinthiano fez-se novamente de desaparecido, especialmente no segundo tempo. Rodriguinho sofreu, incapaz de reter a bola e distribuí-la com qualidade. Maycon repetiu um padrão de jogo que não reflete seu potencial. Bela apresentação de Balbuena: sempre bem colocado e seguro. E Romero parece empenhado em aprimorar-se. Arana: mais ligado que em partidas anteriores.

12) O time favorito da mídia e dos emprestadores de dinheiro caiu diante do Vitória. O outro querido da imprensa tomou a virada do Vasco, em casa, com direito a cara feia do mimado meio-campista que se considera craque. Contra Avaí e Fluminense, o Corinthians pode botar uma mão e meia no hepta. Atenção, foco e empenho. E que a torcida faça o caldeirão ferver em Itaquera.

Veja mais em: Campeonato Brasileiro.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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