O que atrapalha Cássio é invisível aos olhos do torcedor do Corinthians
Opinião de Rodrigo Vessoni
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Cássio estirado no chão e a cabeça baixa e encostada no braço lamentando não ter defendido a bola que resultou no placar adverso
Reprodução/Internet
Cássio estirado no chão e a cabeça baixa e encostada no braço direito. Essa cena ocorreu duas vezes nos últimos três jogos do Corinthians, diante de Red Bull Bragantino (primeiro gol) e, no último sábado, Sport.
Dois gols que o camisa 12 do Corinthians tomou e sabia que os chutes eram defensáveis. Dois lances que fizeram boa parte da torcida questionar a titularidade do ídolo e até a importância de uma renovação contratual que já é conversada nos bastidores.
Mas o que acontece com Cássio? Por que essas bolas defensáveis se transformaram em falhas? Bem, na minha visão há um fator que o atrapalha no Corinthians em 2021 e é invisível aos olhos do torcedor. Trata-se da ausência de uma sombra no dia a dia.
Após a saída de Walter, que assinou com o Cuiabá, Cássio parece não ter mais medo de perder a titularidade. Uma zona de conforto que costuma fazer o ser humano (qualquer um) perder a concentração, o ímpeto e o foco. Um prato cheio para gols como aquele na Arena Pernambuco.
Mas e os demais goleiros do elenco? Essa, claro, é a pergunta que o torcedor do Corinthians se faz diante desse fator que, na minha visão, vem levando Cássio a cometer os erros. A resposta, na verdade, são quatro itens. A seguir:
- Donelli é promissor, mas ainda bastante jovem e tem pouca experiência;
- Caíque França já sabe que não renovará contrato e, a partir de dezembro, não será mais opção;
- Guilherme Castellani vinha atuando na equipe sub-23 e uma chance no profissional seria uma incógnita;
- Carlos Miguel chegou há pouco tempo e ainda tem que desenvolver a parte técnica, que está abaixo dos demais.
É com esse cenário que Cássio reina absoluto no gol do Corinthians em 2021. A pergunta que fica é: Marcelo Carpes e Luiz Fernando dos Santos, preparadores dos goleiros no CT Joaquim Grava, conseguirão cobrar um jogador tão grande na história do clube?
Marcelo Carpes e Luiz Fernando dos Santos, preparadores dos goleiros no CT Joaquim Grava, com Cássio
Rodrigo Coca / Agência Corinthians
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.
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