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Comentário de Pablo em 'O que Augusto Melo e um conselheiro do...'

Pablo Oliveira

Não gosto do André Rizek — nem de longe. Mas no último vídeo, ele resumiu perfeitamente o maior problema do Corinthians: o modelo de clube associativo.

Quem escolhe o presidente é o sócio, aquele que está mais preocupado com a bocha, o estacionamento, a quadra de tênis ou se a piscina está limpa.

Reclamamos que ‘é sempre mais do mesmo’. E de fato é. Porque pra ser presidente, precisa ser conselheiro. E pra ser conselheiro, tem que ser sócio. E aí entramos em um ciclo vicioso de décadas, dominado pela mesma corja, pela mesma política interna, que não tem nada a ver com o que o Corinthians representa.

Augusto foi eleito com 939 votos. Duilio, com 1.081. Isso não representa o Corinthians. Não representa a torcida, não representa a força dessa marca, desse time, dessa nação.

Se quisermos mudar, o caminho seria claro: separar o clube social do futebol. Profissionalizar. Colocar gente técnica, competente, preparada para gerir um orçamento bilionário, que é o que o futebol do Corinthians movimenta.

Mas, infelizmente, o caminho mais curto pra isso se chama insolvência. E o mais longo — e mais difícil — depende de conselheiros e sócios que realmente se importem com o Corinthians e estejam dispostos a mudar o estatuto.

Enquanto isso não acontece… sigo corinthiano. E, cada dia mais, sofredor.

em Post > O que Augusto Melo e um conselheiro do Palmeiras tem em comum?

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