Justiça barra pedido de aliados de Augusto para afastar Romeu Tuma Júnior do Conselho do Corinthians
10 mil visualizações 207 comentários Reportar erro
Por Maria Beatriz de Teves e Rodrigo Vessoni

Justiça 'barra' pedido de urgência para afastar Romeu Tuma Júnior do Conselho do Corinthians
Gustavo Lima / Meu Timão
Nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo negou o pedido da ação movida por Mário Mello Júnior, Ronaldo Fernandez Tomé, Maria Ângela de Souza Ocampos e Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos contra Romeu Tuma Júnior (presidente do Conselho Deliberativo), Osmar Stábile (presidente interino) e o Corinthians.
A juíza Dra. Juliana Maria Maccari Gonçalves indeferiu o pedido de tutela de urgência ao entender que os requisitos legais, em especial a probabilidade do direito alegado, não foram atendidos. A solicitação feita pelos autores da ação buscava "confirmar a vigência imediata da decisão da Comissão de Ética que afastou Romeu Tuma Júnior e, consequentemente, referendar todas as deliberações da presidente interina do Conselho Deliberativo".
O Tribunal entendeu que não há provas suficientes de que a Comissão de Ética poderia, nos termos do Estatuto do clube, suspender preventivamente o presidente do Conselho Deliberativo. Também não ficou claro se o cargo de vice-presidente realmente ficou vago para justificar a assunção da Primeira Secretária, Maria Ângela. Além disso, uma decisão judicial anterior validou a convocação feita por Romeu Tuma Júnior, o que desaconselha sua reversão sem novas provas.
O processo seguirá para a fase de instrução, com a citação formal de Romeu Tuma Júnior e a análise das provas apresentadas. Já os réus Corinthians e Osmar Stábile foram considerados citados por comparecimento espontâneo. A juíza determinou ainda que o clube regularize sua representação judicial no processo, no prazo de 15 dias.