Guilherme Gobetti
O mais inacreditável é essa história de “perdão de dívidas”.
Eu não deixei de pagar o meu Fiel Torcedor. Eu cancelei o plano, e mesmo assim ele continuou sendo cobrado durante todo esse período, como se eu estivesse em dívida com o clube. Isso não faz o menor sentido.
O Fiel Torcedor deveria funcionar como qualquer serviço por assinatura: você paga, utiliza; não paga, perde o benefício. Simples. Exatamente como Netflix, Spotify ou qualquer outro serviço. Se você cancela, não existe cobrança retroativa. Se voltar a assinar, retoma a partir dali — sem “dívida”.
No meu caso, para reativar o FT, exigiam que eu quitasse todo um valor retroativo, sem benefício algum referente a esse período. Ou seja, eu teria que pagar por algo que não usei. Por isso mesmo, não voltei antes. Jamais aceitaria pagar uma cobrança que considero absurda e injusta.
O resultado foi simples: eu fiquei dois anos sem ser Fiel Torcedor, não por falta de vontade, mas por essa prática equivocada. O clube deixou de me ter como sócio durante todo esse tempo justamente por insistir nessa lógica de “dívida” em algo que é, por definição, uma assinatura.
Só voltei agora por causa dessa iniciativa de “perdão de dívidas” — que, sinceramente, achei nojenta, porque nunca deveria ter existido dívida nenhuma. Mas foi a única chance que tive de voltar a ser sócio.
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