Foram essas duas decisões, do incompetente Duílio, que nos colocaram na vala em 2023
1) Efetivar Lázaro como treinador
Já era sabido por todos no clube que VP não viraria o ano no comando do Corinthians. Duílio poderia ter analisado a história recente do clube (o episódio do Tiago Nunes recusando assumir o time no final de 2019, quando poderia já ir assimilando as deficiências e necessidades do time antes de iniciar seu trabalho) para compreender que o bom planejamento consiste em tomar as medidas certas nos momentos corretos. Era a hora de buscar um bom substituto com currículo de montagem de grupo e garimpagem de bons valores na base ou em equipes menores, além de experiência para saber se posicionar em um ambiente controlado por 'cobras criadas'.
Só que isso demanda pesquisa, conversas, análises, cobrança,... Coisas com as quais esse mentecapto não está acostumado. É trabalho árduo, algo que causa urticária nessa horda de sevandijas que habitam na chapa da Renovação e Transparência. No Corinthians atual, as contratações ocorrem somente na base da indicação, e as indicações são dadas somente por quem tem objetivos pouco ilibados dentro da instituição. Resultado: efetivaram o analista de desempenho.
2) Manter o Lázaro após a eliminação vexatória para o fraco Ituano no Paulistão
Uma sucessão de partidas ruins do Corinthians no torneio regional davam a tônica da qualidade do trabalho do então treinador. O futebol padrão apresentado pelo time teve sua síntese na partida contra a Portuguesa de Desportos, onde não se enxergava a troca de mais de quatro passes e direção a meta adversária. Um time que não criava oportunidades e cujos jogadores eram incapazes de encontrar espaços na defesa lusitana.
A perda da vaga à semifinal, nas penalidades em casa, garantiria ao time a possibilidade de uma nova pré-temporada. A derrota ganhou sabor agridoce pois, caso tivesse uma gestão competente, o clube poderia aproveitar a oportunidade para enfim buscar um treinador, e alguns reforços pontuais, para tentar chegar ao início do Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores, com um conjunto apresentando algo similar a futebol. Seria o bastante para, com o andar das competições, ter a possibilidade de selecionar aquela na qual as chances de conquista fossem maiores. E, consequentemente, brigar com seriedade pelo título.
Mas a preguiça, a vadiagem, a incompetência e a incapacidade mais uma vez falaram mais alto. Falaram mais alto não, gritaram. A inércia habitual fez com que Lázaro fosse mantido e o elenco fosse poupado. Mal se iniciaram os torneios e a dura e crua realidade mostraram mais uma vez que essa decisão fora a pior possível. Resultado: Lázaro rebaixado novamente para a função de analista de desempenho.
Fosse em qualquer empresa de fundo de quintal e essas duas decisões já custariam a cabeça do presidente. Mas no Corinthians, o mandatário não é eleito, e nem se mantém no poder, por conta de quem financia e sofre com o futebol. Ele só precisa responder para quem frequenta a sede social. Para quem detém o título de associado do clube. Para quem o vê no dia a dia na piscina, no restaurante, na bocha, na sauna, nas quadras poliesportivas, etc.
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