O real problema do VAR nos casos de impedimento
Em primeiro lugar, não sou contra o VAR. Penso sim que a tecnologia deveria estar sendo usada há tempos para tirar parte dessa subjetividade a que estavam entregues momentos cruciais da partida - por “subjetividade” entenda-se a acuidade visual e o reflexo do juíz e de seus auxiliares.
O problema com o sistema atual, em especial nos lances de impedimento, é que a tecnologia ainda depende da interpretação de um sujeito para determinar: A) em que momento as linhas devem ser traçadas - ou seja, dar o PAUSE no vídeo no momento certo em que o passe ocorre; B) qual o ângulo de captura da imagem a ser utilizado para traçar as linhas, e aí entramos no problema da visualização em perspectiva; C) a seleção dos pontos no corpo dos agentes (jogadores) a partir dos quais as linhas serão traçadas.
Há muita margem para mais de uma interpretação, o que acaba anulando o motivo pelo qual passou-se a utilizar o VAR, que é dirimir as incertezas a que está sujeita a análise humana.
A menos que haja sensores nas laterais do campo que possam fazer essas medições sem falhas, seguiremos na bronca e à mercê de intenções nada republicanas.
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