Os números não mentem: a superestimação de Romero no Corinthians (Segunda passagem)
Chegando em 2014, Romero deu início a sua primeira passagem com a camisa do Corinthians. O paraguaio demorou a engrenar e apenas em 2016 após desmanche do elenco campeão brasileiro de 2015 ele começou a ter mais oportunidades e se consolidou como jogador importante em 2017, sendo um dos pilares do time pela sua entrega tática, principalmente no apoio defensivo, que foi o setor de destaque do elenco campeão paulista e brasileiro. Sua primeira passagem sempre será reconhecida pelo torcedor com bons olhos, o “garotinho desespero” conquistou os torcedores pela sua entrega.
Em 2023 Romero volta ao clube gerando dúvidas, por conta de sua saída tumultuada em 2019, que segundo os dirigentes da época, Romero pedia renovação salarial em dólar, que não foi aceita e por conta disso passou meses treinando separado do elenco.
Este artigo traz um olhar sincero e com dados sobre o REAL DESEMPENHO de Romero em sua segunda passagem pelo Timão, mostrando que a sensação criada de que ele é um jogador decisivo é uma grande invenção e exagero de boa parte da torcida.
A grande motivação deste texto é a irritação ao perceber duras críticas que alguns jogadores como Yuri Alberto, Memphis e até mesmo Cássio sofreram enquanto Romero passa ileso muitas das vezes pela narrativa que ele salvou o Corinthians do rebaixamento, por exemplo.
1 - Romero não salvou o Corinthians do rebaixamento.
Essa visão distorcida se baseia nos últimos 6 jogos do Brasileirão 2023, nos quais Romero marcou 6 gols, uma excelente média do atacante, mas não foi necessariamente o que salvou o Corinthians. O Corinthians terminou o campeonato com 50 pontos, caso não houvessem os gols do paraguaio nesses 6 jogos, o Corinthians terminaria a competição com 45 pontos, também fora do Z4.
Outros fatores decisivos: a chegada de Mano Menezes, desempenho dos rivais diretos (como Bahia, Vasco e Cruzeiro), além de oscilações dos próprios adversários. A narrativa de “salvação individual” reduz a complexidade da manutenção na Série A. Portanto, se Romero é tão valorizado por conta desses 6 gols em 6 jogos, Yuri Alberto deveria ter uma estátua em Itaquera, no Brasileiro de 2024 o atacante foi o artilheiro da competição com 15 gols, fundamental na arrancada de 9 vitórias consecutivas.
2 - Romero é pífio em clássicos.
Romero é mais lembrado por provocações do que por desempenho em campo contra os rivais: chamar o Santos de time pequeno ou dar embaixadinhas contra o Palmeiras, por exemplo. Mas os números não mentem:
Romero x Palmeiras: 21 jogos / 1 gol!
Romero x São Paulo: 17 jogos / 4 gols
Romero x Santos: 16 jogos / 4 gols
Total: 54 clássicos / 9 gols → média de 0,16 gol por jogo
Comparando com outros atletas:
Danilo (meia): 63 clássicos / 12 gols → média de 0,19
Elias (volante): 34 clássicos / 7 gols → média de 0,21
Ou seja, Romero tem média inferior até mesmo a meias e volantes históricos. E nem entramos na comparação com atacantes como Jô, Yuri Alberto, Nilmar, Gil, entre outros (para não ser injusto... Rsrs).
3 - Romero não é decisivo.
Apenas relembrando os últimos mata mata jogados pelo Corinthians é visível o baixo poder de decisão do atleta:
- Copa do Brasil 2025: 1 jogo / 0 gols
- Campeonato Paulista mata-mata 2025: 4 jogos / 1 gol (contra o Mirassol nas quartas 2x0)
- Libertadores 2025: 4 jogos / 0 gols
- Sul-Americana 2024: 4 jogos / 1 gol (contra o Fortaleza nas quartas 3x0)
- Copa do Brasil 2024: 10 jogos / 3 gols
- 2 gols contra o Cianorte (3x0 - terceira fase)
- 1 gol contra o Juventude (3x1 - quartas)
Nenhum dos gols marcou uma classificação direta. Pelo contrário, Romero teve atuações apagadas e chegou a desperdiçar gols decisivos, como contra o Racing, na Sul-Americana de 2024, em Itaquera.
E para finalizar: em 8 jogos de finais, o atacante marcou apenas um gol, contra a Ponte Preta — em uma final praticamente decidida após o 3x0 no jogo de ida.
Com esses dados fica claro o quão superestimada a segunda passagem do jogador pelo Corinthians, parte da torcida se agarra as entrevistas pós derrotas que ele dá, mas o que realmente parece que é apenas para se mostrar a torcida como um “guerreirinho” que dá a cara a tapa. Outros se convencem por um apresentador de TV defender com unhas e dentes enquanto faz matérias diárias contra o Memphis, que possui grandes números até o momento com essa camisa.
O Romero não é o grande problema do Corinthians, existem muitos na frente dele, mas essa tentativa forçada de transformá-lo em ídolo apenas mostra o nível de apequenamento que o clube vem enfrentando nos últimos anos.
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