A sociedade alternativa PSJ
É… A tão falada “sociedade alternativa”, citada nos versos de Raul Seixas, parece ter um endereço: as alamedas do Parque São Jorge.
Um lugar onde se decidem as próprias regras e se escrevem as próprias leis. Onde uma pequena parte de “torcedores” decide o futuro de um clube que pertence, no coração, a milhões de apaixonados.
Uma sociedade onde não existe cadeia, nem culpa, muito menos punição. Um espaço onde pessoas se revezam no poder, como se fosse um jogo interno, distante do olhar da maioria.
Ali, vigora um conjunto de leis à parte do restante do país. Onde se acredita que a justiça não deve intervir, porque, afinal, os “regimentos internos” foram cumpridos.
Onde afastar alguém por roubar, fraudar ou lesar o clube já é considerado mais do que suficiente — como se o prejuízo se apagasse junto com a saída do infrator.
Mas a verdade é que, fora dos portões desse “mundo particular”, as regras são outras. E aos envolvidos eu deixo um recado: cuidado com o Ministério Público.
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