Meio campo ainda é a alma do futebol (dossiê da copa)

A França exaltada pela geração habilidosa era tida como franco favorita. Acaba de sucumbir para a Espanha.

Se a primeira começou já arrasando, os espanhóis foram evoluindo no decorrer da copa.

Agora restam 3 seleções. E eu vejo uma coisa em comum nelas. Um meio campo imponente, com funções bem distribuídas, solidez e CRIAÇÂO.

Notei que a França sofre de algo em comum à nossa seleção: está repleta de pontas habilidosos, talentosos, mas não tem um meio de campo forte. Nós tínhamos Bruno Guimarães, Casemiro (péssima copa) e Paquetá, sem nenhum criador NATO de jogadas.

Hoje se desenvolve no Brasil o volante distribuidor, condutor, que volta e tem passe. Temos vários. Novos. Mas o armador típico, não temos, ou temos pouco.

Se a Inglaterra passar, vai ficar mais nítido. Pois a Argentina depende de Messi em quase todos os setores, mas tem um meio que em conjunto, funciona. Os Ingleses tem meias que criam, que chegam.

Muitas vezes se busca na base esse jogador agressivo, de drible, 1 x1. Choveu, estamos lotados. Até laterais foram afetados, já que se mostra futebol pela ponta, vai para o ataque.

Hoje, no Corinthians, temos um Argentino nessa função, e o mais próximo dele é um Marroquino. Bidon é esse segundo volante, que desarma e distribuí, também se está lotado.

Mais um ponto negativo dessa geração 'Neymar'.

Uma boa visão de mercado, e alguém que leia as características dos jovens é importantíssimo. Hoje o futebol carece MUITO de laterais e meias armadores. No mundo.

Antes que esqueça, aos apressados, os meias armadores tendem a se desenvolverem mais tardiamente, então a pressa costuma queimar os caras. Já dribladores, pontas, já com 16 ou 17 se destacam

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