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A aula de Tite que Carille faltou

Não precisa muito eforço para observar que, se taticamente nosso técnico não difere muito do mestre, há um aspecto que distância muito os dois - o controle emocional do elenco.

O fato é que devemos ao Telê Santana a quebra de paradigma da relação do futebol brasileiro com a Libertadores e outros torneios sulamericanos. Nosso histórico era sempre o mesmo. Com um abismo separando os níveis sociais e de escolaridade entre jogadores brasileiros e argentinos, eles, mais inteligentes, durante décadas ganharam jogos simplesmente desequilibrando emocionalmente os brasileiros. Até que Telê finalmente conseguiu enfiar nas cabecinhas de vento de nossos jogadores que passaríamos a vencer quando eles controlassem as emoções. E quem viu (infelizmente) o bambi do Telê sabe porque ganharam tanto.

Vinte anos depois o mestre Tite reforçou o conceito. Conseguiu demonstrar para seus comandados que sim, é possível ser forte, jogar com raça, intensidade, mas focado, emocionalmente controlado. Ganhamos tudo.

O jogo de ontem foi apenas mais um que evidenciou esta gritante falha do time do nosso técnico Carille, um técnico muito bom. As reiteradas faltas desnecessárias de Gabriel e Fagner, os intermináveis bate-bocas com o árbitro da partida, as peitadas com os adversários após lances ríspidos, o aumento do número dos cartões amarelos e vermelhos, tudo deixa muito claro que hoje, o maior desafio de Carille, é transmitir o ensinamento do mestre Tite: Não precisa ser um time frio, mas ninguém chega a lugar nenhum sem os nervos no lugar. Uma palestra com Sheik acho que ajudaria muito.

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    Sandra #1

    Querido Tite tinha um elenco de qualidade;

    Carille não tem.

    Simples assim.

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    Felipe #73

    Contra o Guarany-PAR foram dois expulsos, sob o comando do Tite.

    O Sheik, foi expulso no primeiro jogo da semi-final da Libertadores 2012 e na primeira fase em 2015.

    Isso já se tornou uma marca do clube já, sempre entrar pilhado e perder o controle emocional em competições sulamericanas.

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