Ralf, uma inspiração
Existem ídolos que ficam pra sempre marcados na nossa lembrança pelos bons momentos que nos deram. Mesmo que as vezes tenham saído em má fase, ou tenham depois retornado sem jogar o que jogavam quando se destacaram, estão sempre lá na nossa galeria pessoal de ídolos. É a gratidão pelo que fizeram enquanto podiam se doar 100% ao clube.
Alguns exemplos: Vampeta em 2007, Sheik em 2015, Liedson em 2012, Marcelinho Carioca em 2006...
Esperava que com o Ralf fosse acontecer o mesmo. Dois anos de China, 3 meses sem jogar nenhuma partida... Pensei 'ah, não tem problema se voltar jogando mal, vai continuar sendo ídolo pelo que já fez'.
Que engano.
Ralf é um monstro. Como um jogador tão simples (dentro e fora de campo) consegue personificar tão bem o corintianismo que existe em nós? Esse cara, pra mim, é o retrato da nossa torcida: Simples e batalhadora, sim, mas também é gigante e sabe se impor. Não somos os 'coitadinhos sofridos', somos a torcida que é gigante porque sofre e cresce com o sofrimento. Sendo humildes, somos exaltados. Assim é o Ralf, um cara humilde para aceitar a reserva, humilde para entender que não precisa de gols e passes geniais para se destacar, um cara que sabe roubar a bola e tocar curto e fácil para o companheiro mais próximo, sem enfeite, sem estardalhaço, sem mídia.
Hoje o Ralf mostrou que não é ídolo pelo que fez no passado. É ídolo pelo que ele é todos os dias. Hoje foi só mais um deles.
MONSTRO!
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