Vamos analisar a situação que aconteceu com o Sylvinho: ontem, com 27 minutos, o jogo estava empatado e, para tentar mudar um pouco o ataque, nosso técnico precisava tirar o Luan, sem rendimento lá na frente.
'Ah, mas poderia ter ido mais pra cima, tirando um dos volantes, recuando o Luan e colocando um atacante'. Amigo, o Luan não estava bem no jogo inteiro. Não ia ser mudando ele de posição nos minutos finais, que ele ia mudar alguma coisa. E outra! O jogo estava empatado contra uma equipe mais bem montada do que nossa. Ir para cima desse jeito, era tudo o que o Bragantino queria... Imaginem os contra-ataques rápidos deles contra Gil e Fábio Santos? Era capaz de abrir a porteira e virar goleada.
O que o Sylvinho tinha pra fazer ali, portanto, era tirar o próprio Luan e colocar alguma coisa diferente. Quem era essa peça diferente? Leo Pastel.
Pelo menos teria um pouco de correria e, quem sabe, ele ia segurar mais a bola lá na frente. Mas, como a sorte não tá ajudando também, com OITO minutos em campo, o cara luxou o ombro dominando uma bola. Exatamente isso! Temos um jogador que se machuca porque DOMINA UMA BOLA. É culpa do Sylvinho ter um cara desses no elenco?
Enfim. O Leo Pastel precisou sair do jogo e o Sylvinho precisou colocar outra peça no lugar. Ele olha para o banco e...? 'Quem eu ponho? ' A sua terceira e última opção de ataque era o Cauê. Um moleque da base, com 18 anos, ia mudar o jogo faltando poucos minutos pra acabar?
Tínhamos 3 jogadores de ataque relacionados para esse jogo: Mosquito, Leo Pastel e Cauê. Eu entendo algumas decisões erradas do Sylvinho, de verdade. Agora, se for analisar friamente a cabeça do nosso técnico, vemos que não tem o que fazer. Não temos recursos no time. Não temos repertório.
Nosso problema vai muito além de Sylvinho.