Cartola são-paulino sugere fim das farpas com o Corinthians para evitar violência

Cartola são-paulino sugere fim das farpas com o Corinthians para evitar violência

Por Meu Timão

A constante troca de farpas entre dirigentes de São Paulo e Corinthians preocupa o vice-presidente de futebol tricolor, João Paulo de Jesus Lopes. Temendo que a violência entre torcidas seja incentivada, ele sugere o fim das provocações mútuas.

"Eu tenho me policiado muito no sentido de que qualquer comentário gera violência. As coletividades são muito grandes, os clubes têm histórico e grandeza bastante elevadas, então precisam ser respeitados. Não é minimizar, é não falar mais, não dar nenhum alimento para rivalidade. É uma orientação interna nossa", discursou o são-paulino, durante palestra sobre jovens e esportes na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM-SP).

A maior polêmica envolve os presidentes Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio, desafetos desde o início de 2009, quando a diretoria tricolor resolveu reservar apenas 10% dos ingressos às torcidas visitantes no Morumbi, inclusive em clássicos. A partir daí, os dois discordam em quase tudo e travam briga política que chegou ao ápice com a escolha do futuro estádio corintiano como sede paulista na Copa do Mundo de 2014 em detrimento do Morumbi.

Juvenal disse recentemente que o problema de Andrés é a falta de estudo. O corintiano respondeu insinuando corrupção no período em que o adversário presidiu a Cecap (Companhia Estadual de Casas Populares), atual CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo).

Andrés ainda chama Juvenal de "cagueta" por supostamente ter divulgado vídeo de reunião do Clube dos 13 em que classificava como gângsteres a "TV Globo" e Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O vice-presidente de comunicação e marketing são-paulino, Julio Casares, ajuda a ampliar a série de cutucadas. Em sua última alfinetada no rival, ele disse que "o São Paulo é o que o Corinthians quer ser quando crescer".

"Existe rivalidade entre todos os clubes e temos que levar isso de uma forma salutar. A rivalidade alimenta o esporte, mas tem seus limites. Nós (São Paulo) ultimamente temos evitado qualquer tipo de confronto. É raro, mas às vezes escapa um comentário mais forte e o outro lado responde", justificou João Paulo de Jesus Lopes.

Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do Corinthians, também não perde a oportunidade de tirar sarro. Além de dizer que a torcida do adversário só vai ao estádio em decisões, ele brinca com a sexualidade dos tricolores. Ao citar a "TV Corinthians", disse que o clube "é o segundo com canal de televisão, porque o primeiro foi o São Paulo com o For Man (voltado ao público homossexual)".

Ao contrário do dirigente são-paulino, Rosenberg não acha necessário ser mais cauteloso. "Existe o consenso na imprensa de que essa rivalidade provoca violência, mas nós queremos transformar isso em algo sadio. Eles nos chamam de gambás que não ganham a Libertadores, enquanto a gente os chama de bambis que jogam em panetone porque está cheio de frutinhas", opina.

Em campo, São Paulo e Corinthians só voltarão a se enfrentar no Paulistão do ano que vem. Em 2011, as duas equipes protagonizaram momentos históricos dentro das quatro linhas, como o centésimo gol de Rogério Ceni e a goleada por 5 a 0 aplicada pelos alvinegros no primeiro turno do Brasileirão, maior da história do confronto.

Fonte: ESPN

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