Tite sobre o Corinthians: 'Nossa equipe tem fascínio por jogar bem'

Tite sobre o Corinthians: 'Nossa equipe tem fascínio por jogar bem'

Tite exaltou o clima de amizade do grupo corintiano

Tite exaltou o clima de amizade do grupo corintiano

Foto: Tom Dib

Tite forjou um Corinthians campeão mundial que prioriza o jogo coletivo e lembrou que o melhor momento de Alexandre Pato coincidiu com a boa fase do Milan. "Quando uma equipe está bem estruturada, o jogador produz", disse o técnico ao Estado. Pato, avalia Tite, aumenta a qualidade ao time. E o objetivo na temporada é um só: defender o título da Libertadores.

Segundo ele, o elenco está mais do que motivado, mesmo após atingir o ápice, a conquista do Mundial de Clubes, no Japão. "Nossa equipe tem fascínio por jogar bem." A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ontem no CT do Parque Ecológico, um dia depois da estreia de Pato, na goleada por 5 a 0 diante do Oeste.

Qual é a sua avaliação da estreia de Alexandre Pato?

Claro que o gol coroa (a atuação), ele é finalizador, mas eu gostei da construção da jogada como um todo. Fiquei feliz porque o lance não foi ocasional, a bola não sobrou, espirrou. O Paulinho segura o passe, o Emerson faz a diagonal, o Pato abre, e ele nunca recebe a bola de costas. Na hora que veio o passe, estilo europeu, arrastado, imaginei que (o gol) saísse no primeiro lance (Pato fez seu gol no rebote do goleiro).

Em qual faixa do campo Pato vai atuar? Ele vai jogar aberto, como no gol contra o Oeste?

Ali foi circunstancial. A partir do momento que ele entrou, jogava o Danilo e duas linhas de quatro. Deixei o Emerson e o Pato por dentro. Eles rodavam, com liberdade de movimentação, mas claro que como o Pato tem muita velocidade, ele não fica estático.

Em qual posição ele vai jogar, no lugar de quem?

Se o time tiver duas linhas de quatro, ele pode jogar com qualquer um na frente: ele e Romarinho, ele e Guerrero, ele e Emerson. Assim como dá também para escalar Emerson e Romarinho, Emerson e Guerrero. São todos jogadores agressivos.

E como centroavante, estilo camisa nove?

Sim, mas nove para ficar parado na frente, não. Ele tem outra característica, que é de mobilidade. Nem o Guerrero é assim. Apesar de ser pivô, ele se movimenta de bico a bico da área.

O que o Pato agrega ao Corinthians?

O Pato melhora a qualidade que outros jogadores também têm. A experiência dele no Milan mostra que quando uma equipe está bem estruturada, o jogador produz. Quando o time não está bem, ele oscila e o Pato é um exemplo disso, assim como o Milan também é. No melhor momento do Milan, o Pato despontou, aí quando o time começou a oscilar, ele ficou prejudicado.

Como estará a equipe para a estreia na Libertadores, dia 20?

Espero que ela mantenha esse nível. Não imagino um aproveitamento como foi no jogo contra o Oeste, mas quero que o time cresça em relação ao jogo contra o Mogi Mirim, por exemplo. Aí vamos construindo ao longo da Libertadores.

É maior a pressão para defender o título?

É igual. O clichê é que manter é mais difícil do que vencer, mas a pressão se renova. Não tenho fórmula para o sucesso, mas sei o que pode gerar o fracasso: é não ter intensidade nos treinos durante a semana, o desempenho, é perder qualificação de atleta e perder a noção de equipe, jogo coletivo.

E a soberba?

Pode prejudicar e foi por isso que fiquei contente com o jogo contra o Oeste. Não vi nenhum atleta desprezar o adversário. O time coloca objetividade, balança, dribla, vai para o gol...

O que move uma equipe campeã da Libertadores e do Mundo? Nossa equipe tem fascínio por jogar bem e vencer merecendo. A gente quer ganhar o Campeonato Paulista e sabe que ele serve como preparação para o início da disputa da Libertadores.

Fonte: Agência Estado

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