Andrés Sanchez diz que banco repassador deve ser definido na próxima semana

Andrés Sanchez diz que banco repassador deve ser definido na próxima semana

O Corinthians espera resolver na próxima semana, enfim, o impasse com o BNDES que envolve parte do financiamento da construção da arena. De acordo com Andrés Sanchez, ex-presidente e representante do clube nas obras, a definição do banco repassador, o último ajuste para garantir a liberação dos R$ 400 milhões, deve acontecer nos próximos dias.

A Arena Corinthians está a 25% de ficar pronta, em fase de acabamento. Desde que o imbróglio começou, os custos da construção estão sendo bancados por empréstimos bancários feitos pela Odebrecht – os juros são pagos pelo clube.

– O que está bem encaminhado é o empréstimo do banco repassador. Acho que em uma semana estará resolvido – afirmou Andrés Sanchez, em entrevista à De Prima.

Em março, Sanchez havia dito que as obras poderiam parar, caso o dinheiro do BNDES não fosse liberado. O Banco do Brasil seria o repassador, mas não aceitava as garantias oferecidas pela construtora. Por isso, a nova definição do repassador deve ser suficiente para solucionar o entrave estabelecido.

– A Caixa é um dos bancos que estão participando. Quem colocar a melhor condição de juros é que vai ser fechado. A Caixa é opção, até por ser parceira do clube.

Além da verba do BNDES, o Corinthians espera o dinheiro que vem pela prefeitura, por meio dos CIDs. No início de abril, uma parte foi liberada para que o clube revenda, mas condicionou o início das negociações com a liberação do empréstimo federal. O restante dos CIDs devem sair em julho e dezembro, também de acordo com o ex-presidente do Corinthians.

A entrega das obras da arena continua prevista para dezembro deste ano. O estádio será sede da abertura da Copa-2014, mas só deve ser utilizado pelo Corinthians, de fato, no ano seguinte, em 2015.

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Como fecha a conta da Arena Corinthians

Custo total
Sanchez diz que a Arena custará R$ 820 milhões. Desses, serão R$ 420 mi em CIDs e R$ 400 mi de empréstimo do BNDES. Os gastos de R$ 35 milhões com as 20 mil arquibancadas móveis para a Copa serão bancados pela Ambev, empresa escolhida do governo de São Paulo para captar patrocínio e atuar em conjunto com Timão e Odebrecht.

CIDs de R$ 420 milhões
No início de abril, foram liberados pela Prefeitura de São Paulo R$ 156 milhões em CIDs (Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento), que agora serão negociados com empresas privadas em troca de isenção de tributos municipais. Restam R$ 264 milhões e, segundo Andrés, uma parte será liberada em julho e a outra, só no fim deste ano.

Empréstimo do BNDES
O Corinthians espera para o quanto antes o empréstimo de R$ 400 milhões feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por conta do atraso, o clube terá de pagar mais de R$ 90 milhões em juros referentes aos empréstimos feitos pela Odebrecht. Este valor será pago com outras fontes de receita, mas sempre do próprio estádio.

Naming Rights e exploração
O Corinthians pede mais de R$ 400 milhões para a empresa que quiser ter o nome na arena por perído de dez a 20 anos. Essa é a principal fonte de reda para pagar o empréstimo do BNDES e outros gastos. No futuro, o clube irá negociará camarotes e firmará acordos comerciais para gerar outras fontes de receita, além do aferido pela bilheteria.

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Bate-Bola

Andrés Sanchez
Ex-presidente do Corinthians e representante das obras da arena

‘Tem de sair! A gente não aguenta mais pagar juros’

Qual a situação da arena agora?
A arena, na parte da construção, está excelente. Claro que tem o problema do dinheiro. Saiu uma parte dos CIDs, que vamos revender, e o BNDES está encaminhado, com o banco repassador, mas ainda não está resolvido. Acredito eu que nos próximos dias se resolva. Se não sair a conta não vai fechar. A gente não aguenta mais pagar juros.

“Próximos dias” é o quê?
O quanto antes. Já está atrasado um ano e meio.

E a outra parte dos CIDs?
Vai sair a outra parte em julho e o resto no fim do ano. O que está bem encaminhado é o empréstimo do banco repassador. Acho que em uma semana isso estará resolvido.

O Ministério do Esporte tem ajudado na resolução dos problemas?
O Ministério do Esporte tem ajudado bastante. Não só por meio do ministro, mas muito também pelo secretário nacional de futebol, o Toninho. Eles têm ajudado e participado. Mas assim como tudo, há limitações. Eles fazem o que eles podem. Acho que talvez seja o órgão com maior disposição em nos ajudar.

Tem ajudado como?
Ido às reuniões e participado. Eles falam com o COL, olham o financiamento, cuidando para agilizar o mais rápido.

Com que dinheiro estão trabalhando agora?
Com o empréstimo do banco e o caixa da Odebrecht. Mas quem paga os juros é o Corinthians.

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Clube pagará R$ 440 mi de juros

O Corinthians terá de pagar ao menos R$ 160 milhões extras para erguer a Arena. Do total, R$ 90 milhões são juros dos empréstimos-ponte, usados porque o dinheiro do BNDES demorou além do previsto. O valor ainda pode crescer se o acordo com a Caixa não sair logo.

A isso, se somam R$ 70 milhões que o clube terá de arrumar para cobrir o deságio estimado das CIDs. Elas têm R$ 420 milhões de valor de face, mas o mercado prevê que sejam vendidas por R$ 350 milhões. O clube vai pagar os R$ 400 milhões emprestados do BNDES e os R$ 350 milhões de juros do empréstimo.

O total é de R$ 910 milhões, a serem pagos em 15 anos. As CIDs não serão pagas.

Fonte: lance

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