Fifa agora faz pressão pelas estruturas temporárias

Fifa agora faz pressão pelas estruturas temporárias

SÃO PAULO - Resolvido o impasse em relação à Arena da Baixada, as estruturas temporárias necessárias nos estádios para a Copa são a preocupação da vez para a Fifa. Na maioria das cidades não está definido quem vai pagar a conta, bem salgada por sinal. Em São Paulo, por exemplo, não há acordo sobre os gastos extras na Arena Corinthians, estimados em R$ 42 milhões.

Pelo contrato assinado entre as cidades e a Fifa, os custos com as estruturas temporárias deverão ser pago pelos responsáveis pelas arenas – no caso de São Paulo, o Corinthians, dono do estádio. São aparelhos de raio-X, geradores de energia, tendas, móveis, detectores de metais, cabos, grades e uma infinidade de outros itens.

A queda de braço em São Paulo já se arrasta há mais de um ano. Governo do Estado, Prefeitura e clube já fizeram várias rodadas de reuniões, mas o martelo ainda não foi batido. Prefeitura e governo estadual buscam “formas de colaborar’’, mas sem colocar a mão no cofre – ou então gastando pouco. “Aquilo que pudermos colocar à disposição, que já seja público e implique menos gastos, nós vamos fazer, independentemente se está no nosso contrato ou no contrato do estádio’’, disse em janeiro a vice-prefeita Nádia Campeão, coordenadora da SPCopa. “Mesmo sem obrigações contratuais, o Governo do Estado contribuiu para reduzir a necessidade de contratação de estruturas temporárias ao ceder para uso durante a competição as instalações da ETEC próxima à Arena e também a área de estacionamento do Metrô no entorno do estádio’’, informou o Comitê Paulista.

Mas Andrés Sanchez, responsável pela obra em Itaquera, diz que o Corinthians não vai desembolsar um centavo sequer com as estruturas.

Recentemente, porém, foi costurado acordo pelo qual o Corinthians arcaria com 90% dos R$ 42 milhões e a Prefeitura entraria com o restante, na forma de materiais que serão usados do lado externo da arena, como grades divisórias. Para isso, as parcerias são opção.

As parcerias podem ser alternativa para o Corinthians. Mesmo porque a conta do clube seria alta, principalmente por causa do aparato referente à tecnologia da informação. As exigências da Fifa nessa área são o maior foco da resistência de Andrés.

No entanto, em reunião realizada em 20 de janeiro na sede da Prefeitura e que teve a participação do prefeito Fernando Haddad, Sanchez disse a Jérôme Valcke que o Corinthians faria a sua parte na questão das temporárias. Naquele dia, o secretário-geral da Fifa foi informado de que a conta era de R$ 70 milhões, bem menos do que os R$ 120 milhões do primeiro orçamento – de janeiro de 2013 –, mas ainda assim muito alto.

Nas semanas seguintes foi feito amplo trabalho para diminuir custos, excluindo itens desnecessários, buscando opções de materiais e de fornecedores.

O Estado procurou Andrés na quinta e na sexta-feira, por meio de sua assessoria, mas não obteve retorno.

Nas outras duas arenas da Copa que têm gestão de clubes já há acordo sobre as temporárias. No caso do Beira-Rio, na quinta-feira Internacional, prefeitura de Porto Alegre e governo do Rio Grande do Sul firmaram acordo para captar os cerca de R$ 30 milhões necessários.

E a prefeitura de Curitiba assumiu no ano passado os custos com as temporárias da Arena da Baixada. Serão R$ 43,5 milhões – R$ 8,5 milhões para o centro de mídia, que o prefeito Gustavo Fruet promete transferir para a área da saúde depois da Copa.

Fonte: Estadão

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