A volta do Corinthians e o voo complicado de Orlando

A volta do Corinthians e o voo complicado de Orlando

Por Meu Timão

Jogadores do Corinthians na aeronave da Gol

Jogadores do Corinthians na aeronave da Gol

Foto: Daniel Augusto/ Agência Corinthians

Depois de mais de 11 dias longe de casa, os jogadores esperavam ansiosamente pela volta pra casa, mas uma viagem tranquila de Orlando para São Paulo foi tudo o que não aconteceu. O vôo fretado pela companhia aérea Gol teve diversas situações fora do normal.

Check-in complicado

Se, na ida, o departamento de futebol do Corinthians levou 1.6 toneladas de material, na volta foi pior - voltaram com 1.8 toneladas. O sobrepeso fez com que os outros passageiros fossem obrigados a embarcar com apenas 2 malas - uma para despachar de até 24 kg, e outra mão, com apenas 5kg. Por conta disso, torcedores que acompanharam o Timão na Florida tiveram que deixar compras pra trás, largando itens no saguão do aeroporto. Pra se ter uma ideia, normalmente em vôos internacionais, são permitidos despachar até duas malas por pessoa, com no máximo 32 kg cada uma.

Atrasos no vôo

Atraso no embarque

Após o check-in complicadíssimo, quem passou pelo embarque teve mais uma notícia ruim: a saída da aeronave, prevista às 22h00 foi remarcada para meia noite. O atraso de duas horas não deixou ninguém feliz, mas no clima pós vitória contra o Bayer Leverkusen, seguido por um domingo de folga, ainda permanecia a felicidade entre os jogadores e a comissão técnica. Já os torcedores aproveitaram o tempo extra para tietar a equipe, com fotos e pedidos de autógrafos.

A "pegadinha" da funcionária da Gol

Pegadinha da gol

Após uma hora após o previsto pro embarque, uma funcionária da Gol chama os jogadores ao lado do portão de embarque. Quando todos imaginavam que a aeronave finalmente estava pronta pra decolar, percebem que mulher queria apenas tirar uma foto com os jogadores. Os 27 atletas caíram na "pegadinha" e ainda ouviram uma funcionária sem noção do aeroporto perguntar: "vocês são jogadores de verdade?".

O excesso de bagagens

Após o embarque ser liberado, a companhia aérea percebeu que mesmo com o check-in complicado, muitos driblaram as restrições e embarcaram com várias malas de mão. O maior problema é que o vôo aconteceu em um avião comumente usado para vôo domésticos, e a delegação do Corinthians voltou com cerca de 200kg a mais de equipamento. Com isso, faltou lugar no despacho e dentro do avião para as bagagens dos passageiros.

Edu, o comissário

Edu Gaspar fez as vezes de comissário no avião

Com a confusão estabelecida, quem resolveu a situação foi o gerente de futebol do Corinthians, Edu Gaspar. Edu já tinha ajudado os torcedores no embarque, e chegou a se responsabilizar por despachar bagagens de quem teve problemas com a companhia.

Dentro da aeronave, com a confusão por lugares e a falta de espaço para bagagem de mão, o dirigente tomou a frente e fez um papel de comissário. Edu pediu para que alguns jogadores trocassem de lugar, e ajudou, junto aos verdadeiros comissários de bordo, a distribuir as bagagens dos passageiros. As malas ficaram presas com cinto de segurança em bancos vazios do avião.

Parada pra abastecer

Por se tratar de uma aeronave pequena, o voo teve que ser interrompido cerca de 2 horas depois da decolagem. Como na ida, a aeronave parou em Santo Domingo, na República Dominicana, por volta das 5 da manhã (horário de Brasília), para o reabastecimento da aeronave. O pouso acabou não sendo muito delicado e quem estava no avião - a maioria dormindo - tomou um pequeno susto com o barulho. A aeronave ficou em solo por cerca de meia hora antes de decolar novamente para voltar pra São Paulo.

Petros x Guerrero

Petros x Guerrero

Assim como na ida para os Estados Unidos, Petros e Guerrero se sentaram lado a lado, e brincaram o tempo todo. As provocações nada delicadas da dupla incluíam tapas na cabeça e até guerra de almofadas. Chegando em São Paulo, Petros percebeu que Guerrero escondeu seu tênis, e prometeu desembarcar descalço, entrando na brincadeira. Com ajuda do comissário o meia encontrou o tênis, que estava com o Walter, uns três assentos na frente. Brincadeiras à parte, os dois jogadores parecem se entender e fazem questão de um estar ao lado um do outro.

Tite e a lição de humildade

Tite a lição de humildade

Chegando em no Aeroporto Internacional de Guarulhos, enquanto os jogadores esperavam suas respectivas malas na esteira do desembarque, Tite ajudava aos roupeiros e seguranças do clube a carregar todo o material do departamento de futebol. As caixas eram grandes, e o treinador só parava quando era interrompido por fãs que pediam pra tirar fotos. Apesar do cansaço, treinador e delegação atenderam a todos os pedidos de torcedores na chegada em Guarulhos.

No fim, tudo certo

Apesar dos perrengues, a equipe do vôo foi muito solícita, e também os tripulantes aproveitaram a viagem para conseguir fotos e autógrafos dos jogadores do Timão. Durante o vôo, os tradicionais copos de plástico da companhia servidos pela companhia foram substituídos por copinhos especiais, com o escudo do Corinthians. E ao final, o comandante da aeronave se despediu com a mensagem final um pouco diferente: desejou uma temporada "coroada de títulos" para a equipe, no que foi respondido por um "Vai, Corinthians" uníssono na aeronave.

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