Após susto, Casagrande reflete: 'Como não morri, o infarto só me trouxe coisas boas'

Após susto, Casagrande reflete: 'Como não morri, o infarto só me trouxe coisas boas'

Por Meu Timão

Casagrande se recupera após infarto

Casagrande se recupera após infarto

Foto: Reprodução / TV Globo

No dia 29 de maio, o ex-jogador do Corinthians Walter Casagrande foi internado no Hospital Total Cor, em São Paulo, com um quadro de infarto. Em pouco menos de uma semana, foi submetido a um cateterismo e uma angioplastia. Após apresentar evolução, recebeu alta no dia 3 de junho.

Liberado para voltar à rotina e ao trabalho de comentarista na Rede Globo, o ex-atleta enfrenta agora o desafio de uma vida regrada.

"Depois de 38 anos de abusos, acho que já havia passado a hora de mudar meu estilo de vida", disse Casagrande em entrevista à Folha de S. Paulo.

Relembrando o momento traumático, contou: "Comecei a sentir dores no braço, no peito, nas costas e no pescoço. Pensei que algum nervo estivesse pinçando, inflamado, e queria fazer shiatsu. Como o desconforto aumentava, o Leonardo (filho) me levou ao hospital. Foi fundamental porque a rapidez no socorro impede a necrose do coração".

Mesmo assim, Casão afirmou que não sentiu medo da morte: "Não senti medo de morrer. Pelos sintomas, dava para perceber que não havia esse risco. Já passei por situações piores, quando tive overdoses. Fiquei tranquilo e consciente, acompanhando os procedimentos dos médicos pelo monitor do vídeo".

Hoje, buscando novas fontes de prazer, afirmou: "Agora vai ter mais cinema, teatro e boliche. Não vou negar shows de rock, mas irei com menos frequência". E essa mudança inclui a abdicação de alguns costumes antigos: "Estava sem beber álcool havia quatro meses. Já tinha cortado, até mesmo bombom com recheio de licor, creme de papaia com cassis... Mas fumava e comia de tudo, sem preocupação com gordura, sal, açúcar. Agora, além de não beber, já parei de fumar e entrei numa dieta rigorosa".

Com tantas alterações, brincou: "O Casagrande não existe mais. Vou ao cartório trocar meu nome para madre Teresa de Calcutá".

Aos 52 anos, Casagrande encara o infarto como uma consequência de seu estilo de vida, mas agora, projetando o futuro, concluiu: "Como não morri, o infarto só me trouxe coisas boas. Parei de fumar, só como coisas saudáveis, e estou prestes a namorar uma menina que conheci".

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