Diretor adjunto de futebol no Timão, Edu Ferreira fala pela primeira vez sobre novo cargo

Diretor adjunto de futebol no Timão, Edu Ferreira fala pela primeira vez sobre novo cargo

Por Meu Timão

Edu Ferreira assumiu após as eleições presidenciais em fevereiro deste ano

Edu Ferreira assumiu após as eleições presidenciais em fevereiro deste ano

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Edu Ferreira é, há quatro meses, diretor adjunto de futebol do Corinthians. Discreto desde que assumiu o cargo, Edu na verdade é um velho conhecido do clube e de boa parte da torcida alvinegra. Antes de trabalhar oficialmente para o Timão, Edu Ferreira não atendia por esse nome, mas sim por Edu da Gaviões.

Há 20 anos ocupando cargos importantes na maior torcida organizada do Corinthians, inclusive o cargo de assessor de imprensa, o rapaz sempre teve participação ativa na vida política do clube. Sócio da entidade desde 1992, chegou, inclusive, a fazer parte do movimento “Fora Dualib”, em 2007.

Edu já está no seu segundo mandato como conselheiro do clube e chegou ao cargo atual através da indicação de Andrés Sánchez. Seus ex-companheiros de torcida se incomodam pela sua mudança de nome, e a oposição política o chama de fantoche por causa de sua proximidade com a situação. Porém o diretor adjunto afirma que é cascudo e que está preparado para sofrer qualquer tipo de pressão.

Segundo ele, sua relação com a Gaviões, com as outras organizadas e com os demais torcedores é normal, seu antigo vinculo não o atrapalha em nada.

“Minha relação continua a mesma. Com as organizadas, com os torcedores de forma geral. Sempre foi boa. Com rico, pobre... Normal. Conheço muita gente, tenho contato diário e sempre que a gente pode a gente ouve as pessoas” afirmou em entrevista ao portal ESPN.com.br.

Pelo contrário. Outras pessoas já me conheciam, isso não foi um problema, em nenhum momento” ainda completou Edu.

Recentemente, o Corinthians passou por duas eliminações: no Campeonato Paulista e na Libertadores. Porém, ao contrário do esperado, a torcida não organizou grandes protestos. Perguntado se ele teria interferido junto à torcida para impedir tal comoção, Edu disse que não.

“Não, não foi grande porque as pessoas confiam, teve um começo de ano forte. O futebol é assim dentro das quatro linhas, às vezes tem um tropeço e você acaba fora. O pessoal confia e a gente está mostrando que é possível dar a volta por cima. Se tudo der certo, vamos voltar o bom futebol que mostramos em fevereiro e março”.

Edu afirma que até agora não tinha conversado com a imprensa, pois existia um diretor de futebol, Sérgio Janikian, que ocupava esse papel. Porém, após dar uma declaração na época da disputa da Libertadores dizendo que enfrentar o Guarani-PAR era um presente de Deus, a situação para Sérgio se complicou dentro do clube e culminou com sua saída. Desta forma, as responsabilidades de Edu tendem a aumentar.

“Aumenta, claro. A gente tinha antes alguém a mais pra dividir. Mas, estamos tocando. Tem o Edu, o Alessandro, o Roberto, que é muito presente, o próprio Andrés... A gente vai tocando, ajudando o outro e a vida segue. Estamos lutando para deixar tudo em ordem e para os resultados serem os melhores”.

Sobre seu cargo, ele diz que, apesar de já ter conhecimento sobre algumas coisas, outros aspectos o surpreendeu muito.

“A minha maior surpresa foi a estrutura do CT, desde a cozinha, até a rouparia, passando por todos os setores. É uma organização gigante, na qual o Edu Gaspar tem uma importância muito grande. Eu já conhecia um pouco disso antes. Bem pouca noção. Mas a maior surpresa disso é perceber o quanto o futebol é vulnerável. Não passamos uma semana sem sondagens, todo dia tem alguma coisa, alguém oferecendo algo, pegando informação de outro. Sempre assim. Isso me assustou um pouco. Do resto, acho que fui conhecendo o trabalho e o dia a dia. A estrutura foi realmente algo muito surpreendente. O Tite é um cara impressionante, muito formidável. E esse negócio das sondagens.

Há seis anos trabalhando no mercado de construção de casas do Minha Casa, Minha Vida, o homem que tem boa parte da sua vida ligada direta ou indiretamente ao Corinthians, diz que está muito contente por seu atual cargo.

“É uma satisfação enorme. E agora estamos aqui, ajudando no que é possível. Fazendo a mesma coisa que fiz nesses anos todos, procurando ajudar o Corinthians desde a peteca até o futebol, sem distinção”.

Por último ainda respondeu uma questão que sempre divide opiniões. Como foi membro de torcida organizada por muitos anos, Edu foi questionado se as portas da sala do presidente do clube devem estar abertas para dialogar com as torcidas organizadas. Sua resposta foi categórica.

“Tem de estar aberta para todo mundo, para os comuns, os organizados, os diretores, os conselheiros. Fazendo disso uma história positiva. Para passar uma mensagem, entender mais do Corinthians. Eu cresci no Corinthians usando a porta do presidente e dos diretores, para cobrar e para aprender” concluiu Edu Ferreira.

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