Estacionamento do Corinthians vira 'área pública' e preocupa associados

Estacionamento do Corinthians vira 'área pública' e preocupa associados

Por Meu Timão

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Veículo teve as rodas roubadas na frente do Parque São Jorge

Veículo teve as rodas roubadas na frente do Parque São Jorge

Foto: Reprodução

No início do mês de junho, o Corinthians perdeu parte do terreno do Parque São Jorge, localizado na zona leste de São Paulo. O local, que era utilizado como estacionamento, foi cedido, gratuitamente, pela própria prefeitura da capital em 1996. Após 13 anos, durante a gestão do prefeito Gilberto Kassab, começou o desacordo pelo terreno. Em agosto de 2013, a Justiça determinou a retomada do local pela Prefeitura. Como na gestão do atual prefeito, Fernando Haddad, também não houve acordo, em um processo que reivindicava a recuperação do terreno, julgado em 15 de setembro de 2014, o clube perdeu em todas as instâncias.

Com essa decisão, o Timão passou a não cobrar mais pela utilização do espaço, o que abriu caminho para a ação de flanelinhas, assaltos e furtos, que têm incomodado os associados, funcionários e até mesmo a administração do Corinthians.

O roubo de estepes e a quebra de vidros de veículos ocorrem com frequência, mas um dos casos que chamou mais a atenção foi o roubo das duas rodas de um carro, que estava estacionado no local. Sobre os problemas enfrentados, de acordo com Eduardo Caggiano Freitas, diretor administrativo, o clube está de "mãos atadas" na questão da segurança.

"Estou acionando a segurança pública. Estou de mãos atadas. É crime federal colocar segurança privada em área pública. Não há como colocar um pessoal armado em uma área que não é nossa. Nós estamos tentando uma instalação de uma base comunitária da Polícia Militar. Hoje, só tenho que rezar para ninguém mais se machucar", declarou o dirigente em entrevista ao LANCE!.

"Infelizmente, esses casos não são uma particularidade do clube. Já conversamos com vereadores e o subprefeito, são mais de 20 carros roubados por dia na região. Nós precisamos da ajuda do município para poder melhorar a segurança", completou.

O Parque São Jorge, por sua vez, apresenta uma área interna, na qual só é permitida a entrada de diretores e conselheiros. Porém, os associados do clube cobram que passe a ser permitida a entrada dos carros nesse espaço reservado.

No último dia 19, por meio de uma nota oficial publicada no site do Corinthians, o clube informou que o espaço passaria por reformas, visando ampliar a segurança do local.

"Nós temos 405 vagas para 11 mil associados. Como vou fazer? Não vai caber todo mundo. Estamos tentando readequar a área interna, criando mais vagas, e em breve esperamos ter soluções para atender o maior número possível de pessoas", explicou Caggiano.

"Estamos conversando, atendendo todo mundo. Não há como abrir a cancela para todo mundo, não cabe. Estamos terminando a pintura do solo e abrindo mais vagas. Acredito que em mais cinco, seis dias tudo termina. Depois, vamos estudar como faremos, se haverá rodízio, quem entrará", concluiu.

O clube do Parque São Jorge solicitou que uma base comunitária da Polícia Militar, que já fez um pedido para ocupar o terreno, fique no local. Enquanto isso, a Prefeitura de São Paulo planeja instalar Zona Azul no local, o que poderia diminuir a ação dos flanelinhas.

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