Fora das câmeras, Milton Neves reconhece superioridade do Corinthians

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Por Meu Timão

Milton Neves beijando a camisa do Timão em janeiro, na Florida

Milton Neves beijando a camisa do Timão em janeiro, na Florida

Reprodução / Instagram

O jornalista Milton Neves é conhecido por sempre fazer provocações em relação ao Corinthians. Ele já chegou até a discutir, ao vivo, com o técnico Tite. Porém, em entrevista recente ao blog Salgueiro F.C., o jornalista se rendeu ao Timão.

"De burro eu não tenho nada. Não adianta provocar a Portuguesa. O Corinthians é o maior. É o time que tem o nome mais bonito do mundo. É a camisa mais forte disparada do Brasil, porque a torcida do Corinthians está concentrada no estado de São Paulo, onde tudo é melhor, e quem está opinando é um mineiro", explicou Milton Neves.

"A verdade é que o Corinthians dá retorno. Eu adoro provocar o Corinthians. Mas ninguém reconhece mais o Corinthians do que eu, que até inventei a frase: Corinthians, nada é mais bonito", completou.

As provocações já até renderam uma campanha de boicote aos patrocinadores de Milton Neves. O jornalista garante que a maior parte da torcida corinthiana entende o que ele faz. "99% da torcida corintiana saca que eu só estou enchendo o saco, mas 1% me odeia mesmo, eu sei disso", explicou.

Questionando, então, se as provocações faziam parte de uma estratégia de marketing para conseguir mais audiência, Milton Neves preferiu relembrar a sua infância.

"Não entendo muito essa coisa de psicologia e nem sei se seria bullying, mas lá em Muzambinho (MG), 80% da cidade era tudo torcedor do Corinthians. Haviam dois torcedores da Portuguesa, que já morreram, e eu de santista. Até hoje, corintiano é igual a pardal, tem para todo lado", começou explicando.

"Então, era só encheção de saco. O Santos jogava domingo, na Alemanha; terça-feira, em Luxemburgo; quinta-feira, na Bélgica; sábado, na Itália; e de vez em quando perdia um amistoso. Quando eu chegava na porta do colégio, havia um batalhão de meninos, todos meus amigos, me esperando para tirar um sarro. Quando o Corinthians quebrou o tabu, em 6 de março de 1968, eu me senti um Obama (Barak Obama, presidente dos Estados Unidos), pois estava toda a cidade na porta do colégio para me gozar", completou.

Por conta disso, ele foi questionado se o Timão seria, então, um trauma de infância. Milton respondeu e reconheceu a superioridade alvinegra, dizendo até que sem o Corinthians não existiria o jornalismo esportivo.

"Então, eu posso carregar no inconsciente algo contra o Corinthians, mas não sei. O Corinthians daquela época era uma porcaria, ruim demais. Mas, na verdade, eu adoro o Corinthians e quero que o clube tenha vida eterna, pois se o Corinthians sumir, acaba a crônica esportiva brasileira", finalizou.

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