Pelas redes sociais, organizada do Corinthians denuncia abusos da PM em MG

Pelas redes sociais, organizada do Corinthians denuncia abusos da PM em MG

Por Meu Timão

Corinthianos relataram abusos no procedimento da PM em Minas Gerais

Corinthianos relataram abusos no procedimento da PM em Minas Gerais

Foto: Divulgação / PM

A Gaviões da Fiel denunciou, nesta terça-feira, os abusos da Polícia Militar de Minas Gerais antes da partida entre Atlético-MG e Corinthians, disputada no último domingo, no Independência. Em suas redes sociais, a torcida organizada do Timão criticou o esquema de segurança realizado pela PM na chegada dos paulistas a Belo Horizonte.

“A caravana Corinthiana, que estava em torno de 30 ônibus, chegou ao Horto com cerca de 1h30 de antecedência, onde a PM nos direcionou para uma rua específica. Para nossa surpresa, a rua em questão dava direto para a entrada principal da torcida local, que foi igualmente surpreendida com o percurso imposto pelo policiamento”, diz o texto publicado pela Gaviões no Facebook.

O encontro entre atleticanos e corinthianos se deu na Avenida Silviano Brandão. Policiais usaram bombas de gás e armas com balas de borracha para conter a briga, relato negado pela Gaviões. “Ainda assim, em momento algum houve confronto entre as torcidas”, contraria a publicação.

A organizada alvinegra ainda descreveu o planejamento da PM na condução dos corinthianos até o portal visitante do Independência. “Para chegar até nosso acesso no estádio, nos conduziram para um beco muito estreito, que não atendia a lógica da demanda de torcedores”, diz a nota – o beco citado acima se refere à Rua Pitangui, local de maior concentração de torcedores do Atlético-MG.

“Com a demora no deslocamento de centenas de pessoas em uma rua absurdamente estreita, a PM passou a usar bombas de efeito moral, sprays de pimenta e balas de borracha, de maneira completamente injustificável, causando um enorme empurra empurra (sic)”, acrescenta.

Ao menos quatro pessoas tiveram ferimentos leves e receberem atendimento médico dentro do estádio. A Gaviões ainda condenou a atitude da PM em proibir que a caravana fizesse paradas na viagem de volta a São Paulo. “O contexto do tratamento da PM para com a nossa torcida, não apenas foi absurdo e despreparado, como desumano”, finaliza.

CONFIRA NA ÍNTEGRA A NOTA OFICIAL DIVULGADA PELA TORCIDA ORGANIZADA

Os Gaviões da Fiel Torcida vem a público, por meio deste, expressar seu total descontentamento com o tratamento recebido por nós no último domingo, dia 01, em jogo disputado contra o Atlético-MG em Belo Horizonte.

Uma sucessão de fatos nos deixam preocupados e revoltados com o policiamento para lidar com jogos de tal grandeza, nos fazendo questionar se há o preparo devido por parte da Polícia Militar do Estado de Minas Gerais.

A caravana Corinthiana, que estava em torno de 30 ônibus, chegou ao Horto com cerca de 1h30 de antecedência, onde a PM nos direcionou para uma rua específica.

Para nossa surpresa, a rua em questão dava direto para a entrada principal da torcida local, que foi igualmente surpreendida com o percusso imposto pelo policiamento.

Ainda assim, em momento algum houve confronto entre as torcidas.

Segundo depoimentos de diretores das torcidas atleticanas, os torcedores locais afirmaram nunca terem visto uma torcida visitante ser conduzida por tal caminho, o que colocava em risco tanto a torcida Corinthiana, quanto torcedores do Atlético-MG.

Em resumo, um encontro entre as duas torcidas, causado apenas pela vontade da Policia Militar do Estado de Minas Gerais, que poderia ter culminado em mais transtornos.

Passado isso, para chegar até nosso acesso no estádio, nos conduziram para um beco muito estreito, que não atendia a lógica da demanda de torcedores Corinthianos.

Com a demora no deslocamento de centenas de pessoas em uma rua absurdamente estreita, a PM passou a usar bombas de efeito moral, sprays de pimenta e balas de borracha, de maneira completamente injustificável, causando um enorme empurra empurra.

Além de atrasar a entrada de centenas de torcedores, tal ação violenta pôs em risco a saúde e vida de todos os Corinthianos ali presentes.

Por fim, mas não menos absurdo, após o término da partida, fomos obrigados a retornar para São Paulo em uma velocidade de 30 km/h, fazendo com que uma viagem prevista para 7 horas, durasse ao todo 12 horas.

Sendo que o maior problema, foi termos sido impedidos de fazer paradas que possibilitassem Corinthianos de comerem e/ou tomarem água.

O contexto do tratamento da PM para com a nossa torcida, não apenas foi absurdo e despreparado, como desumano.

Nos preocupamos com a forma em que a torcida visitante é recebida em Minas Gerais e cobramos um posicionamento por parte das autoridades locais, a fim de garantir a segurança e ordem para todos os torcedores, incluindo visitantes de outros times e também torcedores locais.

Em tempos onde Torcidas Organizadas são marginalizadas pela opinião pública e se vê uma verdadeira cruzada midiática para nos apontar como irresponsáveis, consideramos de suma importância que se passe a fiscalizar e denunciar as responsabilidades também do policiamento e organizadores oficiais das partidas.

Em prol de um futebol que respeite as torcidas, os Gaviões seguirá sempre desempenhando seu papel de órgão fiscalizador, denunciando sempre que houver desrespeito, opressão ou maus-tratos com torcedores.

Por hora, sem mais.

Gaviões da Fiel Torcida – Diretoria

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