'Querem meter a mão na grana do Corinthians', por Roque Citadini

'Querem meter a mão na grana do Corinthians', por Roque Citadini

Por Meu Timão

Em seu blog pessoal, o conselheiro do Corinthians e um dos nomes da oposição à atual administração corinthiana, Roque Citadini falou sobre a briga pelos direitos de TV. Ele deixou a política de lado para tecer críticas pertinentes à mudanças que prejudicariam o Timão.

Incentivada pelos clubes menores, a mudança na distribuição poderia prejudicar - e muito - o Corinthians. A briga, clama por "justiça e igualdade" afim de evitar a "espanholização" do futebol brasileiro, onde dois grandes times dominam o campeonato. Citadini, que nos autorizou a reprodução do texto, rebate a idéia com argumentos significativos. Confira.

Querem meter a mão na grana do Corinthians

Voltou -e voltou com muita força- a campanha para rediscutir a distribuição do dinheiro da TV entre os clubes da primeira divisão do campeonato brasileiro.

A campanha atual tem o velho mote: “precisamos fazer uma distribuição mais ‘justa’ e equitativa do dinheiro dos jogos”.

Alegam os nossos adversários que, pelos atuais critérios, Corinthians e Flamengo recebem muito da TV. Muito mais que os outros. Para eles, essa forma terminará por aumentar a diferença entre os dois maiores clubes dos demais.

A atual fórmula respeita o mercado publicitário. Isto é, quem vem com grande público de audiência ganha mais. Quem dá audiência média ou pequena ganham menos.

Essa fórmula é claramente a mais justa. Dá a cada agremiação de acordo com seu tamanho. Quem define são os anunciantes e toda turma do mercado publicitário.

O que querem os nossos adversários é um sistema em que os dois grandes ganhem igual a clubes médios (SPFC, Palestra, Vasco, Flu etc), embora a TV tenha que transmitir mais de Corinthians e Flamengo para atrair audiência.

Esse sistema igualitário é injusto e nada ajuda ao futebol. E o caso visto adotado com o Campeonato Paulista, onde Corinthians, SPFC, Palestra e Santos “fingem” que são iguais e recebem o mesmo dinheiro. No Brasileirão não é assim. O mercado publicitário ditou as propostas da Globo e Corinthians e Flamengo estão bem distantes do “médios”.

Para justificar, eles dizem que o Campeonato Brasileiro pode tornar-se uma espécie de campeonato espanhol, no qual só duas equipes disputam.

Curioso isso. Todos elogiam o Campeonato espanhol pelos grandes atletas e grandes jogos, mas querem mudar a fórmula de pagamento dos clubes.

Não devemos cair nessa lorotas de coirmãos. Cada um com seu tamanho.

O Corinthians não nasceu grande. Lutou, enfrentou todas as dificuldades e tornou-se grande por seus méritos. Nesses mais de cem anos de história, o clube foi acumulando seu maior patrimônio: sua torcida.

Os médios e pequenos que façam o mesmo.

Nós não podemos renunciar o tamanho que temos.

Agora, com o aumento da TV paga, a diferença aumentará. E precisamos cobrar a venda de pacotes por times. Isso dará a clara diferença dos clubes.

Cada um de acordo sua força. É o mercado, no fim das contas, que acaba escolhendo quem é grande, médio ou pequeno.

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