Suspeito de chacina na Pavilhão 9 pode deixar prisão nesta segunda-feira

Suspeito de chacina na Pavilhão 9 pode deixar prisão nesta segunda-feira

Por Meu Timão

Por volta das 23h, oito integrantes da torcida organizada foram assassinados em São Paulo

Por volta das 23h, oito integrantes da torcida organizada foram assassinados em São Paulo

Foto: Reprodução/Facebook

O policial militar Walter Pereira da Silva Junior, principal suspeito de executar oito integrantes da torcida Pavilhão 9, pode ser solto na próxima segunda-feira (07). Responsável pela acusação do réu no caso, o promotor Rogério Leão Zagallo alegou “falta de provas” e solicitou que a Justiça liberte o acusado. A informação é do portal UOL Esporte.

O pedido de Zagallo ocorreu na última sexta-feira, durante a 3ª Audiência de Instrução, no Fórum Criminal da Barra Funda. A decisão surpreendeu a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, que se opôs à reivindicação. “A verdade é que este senhor é um monstro, é uma temeridade soltá-lo nas ruas”, disse Saraiva Onesmo dos Santos, advogado criminalista.

No dia 18 de abril, três homens invadiram a sede social da Pavilhão 9, torcida organizada do Corinthians, em busca de Fabio Neves Domingos – ele teria uma dívida com o Silva Junior e Rodney Dias, ex-policial que também está preso preventivamente desde maio. Na ocasião, oito pessoas foram assassinadas.

Sobrevivente da chacina, o zelador contou que os criminosos o enrolaram em uma bandeira e o colocaram ao lado dos torcedores mortos, e que só não o mataram porque era um prestador de serviços. Oito meses depois, familiares das vítimas temem a liberdade da dupla responsável pelo crime, segundo investigações da Polícia Civil.

“Mais curioso é que um promotor, que deveria ser um fiscal da lei, age como um prevaricador, pedindo para soltar quem ele deveria lutar para condenar”, questionou um dos presentes na audiência. “Hoje uma das testemunhas que tínhamos, não veio. Quem vai querer correr o risco de ser interpelado por um desses monstros?”, lamentou outro, que também não quis ser identificado.

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