Lúcio Blanco recorda início do FT e fala em 'novos investimentos' no programa

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Por Meu Timão

Com 143.623 sócios, Timão lidera ranking do Movimento por um Futebol Melhor

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Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

Atual campeão brasileiro, o Corinthians não é referência apenas dentro de campo. Nos últimos anos, o Timão investiu boa parte do seu orçamento em novas tecnologias a fim de melhorar o relacionamento entre time e torcida. Em entrevista à rádio Jovem Pan, o gerente de operações da Arena, Lúcio Blanco, recordou os primeiros passos do Fiel Torcedor, programa de fidelização criado em 2008 cujo número de sócios beira os 144 mil.

“Eu entrei com a função principal, à época o Corinthians criou um departamento que era voltado pra atendimento ao torcedor. Um dos desejos do clube era de que realmente o torcedor fosse tratado de maneira diferenciada. Então o primeiro desafio foi esse, era tentar criar mecanismos pra que o torcedor pudesse comprar ingressos com uma maior facilidade. Aí começou um trabalho que foi em janeiro de 2001, obvio que com muitas pessoas envolvidas nesse processo e a cada ano a gente pôde identificando evolução. Em 2008, foi o passo inicial do projeto Fiel Torcedor”, contou Blanco.

A partir do programa de sócios, o planejamento do Corinthians se tornou mais eficaz, projetando o valor dos ingressos para a temporada do departamento de futebol, os benefícios aos associados e, como realizado em maio de 2014, a construção do tão sonhado estádio. “A gente deixou de fazer aquele movimento onde, em determinado jogo, o preço do ingresso é bem mais baixo e, dependendo do apelo que o jogo tem, o valor sobe. Nós procuramos manter o preço de fato e oferecer benefícios àqueles torcedores que acompanham com maior frequência o time. São situações semelhantes à essa que foram fazendo com que a gente fosse ajustando o programa”.

Especula-se que o Fiel Torcedor possa ser incluído na venda dos naming rights (em português, direitos de nome) da Arena, em negociação há pelo menos três temporadas. O contrato teria valor de aproximadamente R$ 420 milhões pelo período de 20 anos, sendo que R$ 100 milhões seriam destinados a outras propriedades, como a compra do programa de fidelização do clube alvinegro. Algo que, para Blanco, está descartado.

“Não é esse o conceito. O que acontece é o seguinte: a gente está passando por um processo de reformulação. Como eu disse, aquilo que era bom pra gente em 2008, quando iniciou o programa, hoje não é suficiente. Obviamente, quando você precisa dar um passo e fazer novos investimentos, é natural que surjam novos interessados que queiram se associar a esse conceito do programa”, explicou o homem-forte do estádio corinthiano.

“O programa, a gestão dele, o modelo de venda de ingressos, tudo é gerenciado pelo Corinthians. Agora a tecnologia é de uma empresa de tecnologia. Então eu procuro dizer que ‘eles têm uma Ferrari, mas quem pilota é o Corinthians’. É nesse sentido que existem interessados. A gente quer demanda de novos investimentos pra melhorar o programa, e aí existem parceiros interessados em fazer uma junção com a empresa que nos oferece essa tecnologia”, completou.

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