Comentarista da ESPN questiona diretoria do Corinthians e decisões de Cristóvão

Comentarista da ESPN questiona diretoria do Corinthians e decisões de Cristóvão

Por Meu Timão

Alexandre Oliveira não poupou críticas à gestão do Corinthians e ao técnico Cristóvão Borges

Alexandre Oliveira não poupou críticas à gestão do Corinthians e ao técnico Cristóvão Borges

Foto: Reprodução/ESPN Brasil

A atual fase do Corinthians dentro de campo, bem como a gestão liderada por Roberto de Andrade, não tem sido alvo de críticas apenas dos torcedores alvinegros. Nesta quarta-feira, o comentarista dos canais ESPN, Alexandre Oliveira, lamentou o fato de a diretoria do clube não apresentar à imprensa o detalhamento das finanças da Arena Corinthians, avaliada em mais de R$ 1,2 bilhão, disparou contra a contratação de atletas considerados “medianos” e mandou um recado: os jogadores do plantel são os menos culpados pelos recentes tropeços em casa e, principalmente, pelo futebol pragmático da equipe.

“Nesse ponto eu tô muito a favor da Gaviões da Fiel. A diretoria do Corinthians tem muitas explicações pra dar. Essa transparência das contas do estádio me interessa demais, porque eu tô muito curioso pra saber como o Corinthians gastou tanto dinheiro pra construir seu estádio, que no começo é magia, o sonho da casa própria, e depois começou a chegar a conta que tá bem difícil pra pagar. Pra alguns é uma conta impagável, e aí os reflexos naturalmente no campo...”, iniciou Oliveira em participação no programa Bate-Bola, da ESPN Brasil.

“Se refletem nos jogadores que vão embora, nos contratos da forma que foram firmados revertem muito pouco pro clube, pros jogadores que chegaram a partir daí, pras decisões que a diretoria tomou em relação à contratação de treinador. Eu acho que tem muita coisa aí que é da direção, mais muita coisa. Porque você pega assim que a gente tá falando há muito tempo que esse ataque do Corinthians, nem o Scooby-Doo e nem o Salsicha, não assusta ninguém. O cara chega pro Romero, que não jogava no time campeão do Corinthians, no ano passado ele nem trocava a roupa, não era nem relacionado. Aí o cara chega assim e fala: ‘pega aqui o colete que você vai ser titular’. Ele não vai jogar? Ele vai jogar. O cara é ruim de bola, mas ele vai jogar”, disse.

Conhecido pelo bom humor, Oliveira deixou a brincadeira de lado e analisou o momento do Timão dentro das quatro linhas, evidenciando incômodo com a situação. O técnico Cristóvão Borges, que assumiu o comando do clube há pouco mais de um mês, também foi alvo do profissional do canal por assinatura.

“Ah, o André, pô mais o André a gente sabe como que é o André. ‘Ah, o André é bosta né?’. Pô ‘André, vai lá jogar!’. Ele não vai jogar? Ele vai jogar. Pode se esforçar muito mais do que tem se esforçado, mas eu acho que aí é menos culpa do jogador e mais da direção, no primeiro estágio, e em segundo do treinador, que coloca um time que poderia ser mais forte. O treinador, pra mim, atrapalha o time”, explicou o comentarista.

Papo vai papo vem, o crítico recordou o início de trabalho de Tite, hoje na Seleção Brasileira, em 2016. De acordo com ele, a sequência de bons resultados conquistada pelo treinador hexacampeão nacional nesta temporada se deu à maneira pela qual os atletas desempenhavam suas funções. Tal aplicação, na opinião de Oliveira, não é mais vista na “era Cristóvão”.

“Então, você tem ali algumas peças que podem salvar o time, e o Tite quando saiu ele entendeu isso. Porque o Tite passou por dificuldades num primeiro momento. Ele aposta em um esquema tático e pra isso ele pega os robozinhos dele e tenta formar o time dessa forma. Lembra que Alan Minero, Lucca e Rodriguinho eram o meio-campo. Esse era o meio-campo do Corinthians, e ele tava conseguindo resultado porque o time era muito aplicado taticamente, o desenho era o mesmo, ele conseguia manter os caras fazendo ali o que ele mandava”.

“Chegou num ponto que o time brecou e falou: ‘putz, com esses caras eu só vou até aqui’. Aí, ele montou um time um pouco mais forte, um pouco mais técnico, que o Cristóvão fez questão de destruir. Mas aí quem tá lá botando a cara à tapa são muitas vezes os jogadores, que não têm culpa. Tem muito jogador ruim, que não pode tá jogando no Corinthians, e o cara tá lá: ‘você quer jogar no Corinthians?’. ‘Ah, eu quero’. Mas pra mim, a responsabilidade maior é da direção, sem dúvida alguma, que deixou o time assim, e depois as escolhas do treinador”, finalizou.

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