Delegada quer prisão preventiva de torcedores do Corinthians detidos no Rio

Delegada quer prisão preventiva de torcedores do Corinthians detidos no Rio

Por Meu Timão

Torcedores entraram em conflito neste domingo no Maracanã

Torcedores entraram em conflito neste domingo no Maracanã

Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo

A situação dos 31 torcedores do Corinthians detidos na Cidade da Polícia, no Rio de Janeiro, desde a noite desse domingo, é bastante delicada. De acordo com a Polícia Civil, uma parte dos corinthianos tem antecedentes criminais, o que deve resultar em prisão preventiva.

"Dos 31, alguns sim (antecedente criminal), outros não. Os que têm, são por posse de droga, resistência, por lesões anteriores, práticas repetidas de violação ao estatuto do torcedor. vamos ter que individualizar a situação de cada um agora", disse a delegada Jéssica de Almeida, uma das responsáveis pelas investigações.

Foram detidos, na noite de domingo, nas arquibancadas do Maracanã, em meio a uma ação truculenta da polícia militar, 64 torcedores. Eles passaram a noite divididos em 14 celas. De acordo com os responsáveis pela investigação, alguns chegaram a chorar durante a madrugada.

Desses 64 detidos, 22 foram liberados na manhã desta segunda. Posteriormente, outros 11 assinaram um termo de circunstanciado e também deixaram a Cidade da Polícia. Os 31 que seguem detidos serão julgados em uma audiência de custódia nesta segunda-feira.

"Foi pedida a prisão preventiva. Caberá ao juiz verificar pela necessidade ou não dessa prisão", afirmou o delegado Marcus Montez.

Vale ressaltar que um dos 31 torcedores detidos é menor de idade.

O que houve - Antes de a bola rolar para o jogo entre Corinthians e Flamengo, torcedores rubro-negros arremessaram objetos contra a torcida alvinegra. Os corinthianos reagiram tentando invadir o setor destinado aos flamenguistas. Em resposta, a polícia militar entrou em confronto com a Fiel e teve alguns de seus soldados agredidos por uma minoria dos torcedores do Timão. Ao término da partida, a polícia carioca exigiu que os quase 3 mil corinthianos presentes no Maracanã tirassem as camisas e passassem mais de três horas sendo revistados e humilhados. Confira aqui um relato detalhado do que aconteceu.

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