Jô lamenta injúria racial no Nilton Santos e lembra episódio na Rússia

Jô lamenta injúria racial no Nilton Santos e lembra episódio na Rússia

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Jô recordou caso em que foi vítima de ofensa racista com Love na Rússia

Jô recordou caso em que foi vítima de ofensa racista com Love na Rússia

Foto: Reprodução/Twitter

O episódio de injúria racial ocorrido durante a partida entre Botafogo e Flamengo da última quarta-feira, no estádio Nilton Santos, pela Copa do Brasil, foi assunto na entrevista coletiva do dia no Corinthians. Escolhido para conversar com a imprensa no CT Joaquim Grava, o atacante Jô repudiou o caso e recordou quando sofreu o mesmo no futebol russo.

“Toda vez que acontece isso, nos entristece. Já passei no CSKA contra o Zenit, eu e o Vagner Love, jogaram bananas na gente. Acredito que isso é sempre a minoria. As manifestações positivas são maiores”, afirmou Jô nesta quinta-feira à tarde.

A declaração de Jô se refere ao ato de injúria racial cometido por um torcedor do Botafogo contra familiares do atacante Vinicius Junior. O acusado acompanhava o confronto no setor Leste Inferior do estádio quando, apontando para o braço, gritou “tudo macaco” em direção a um camarote. Nele, estavam tios do jovem atleta flamenguista.

“Quando acontece isso, todo mundo tem de se manifestar. Mas acho difícil acabar. Mas vejo que a minoria é racista. É triste, vamos nos mobilizar”, completou o camisa 7 alvinegro.

Segundo informações divulgadas pelo portal Globoesporte.com, o torcedor foi reconhecido pelas vítimas e encaminhado pela polícia ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do Nilton Santos. De lá, seguiu para a Cidade da Polícia.

Em coletiva nesta quinta, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, veio a público repudiar o ocorrido. “O Botafogo emitiu hoje uma nota oficial repugnando o ato de racismo ao atacante Vinicius Junior. O time possui uma longa e centenária história e nenhum caso de racismo. Sempre acolheu a diversidade de todas as cores. Nem faço de raça porque somos todos da mesma raça, a humana”, comentou. “Apesar dessa minha cara de europeu, por exemplo, eu tenho minhas avós que são índias amazonenses. Sou um branco 'fake'. Todo tipo de discriminação tem que ser combatida”, concluiu.

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