Renato Abreu relembra 'não' à primeira proposta do Corinthians por rivalidade com time do coração

Renato Abreu relembra 'não' à primeira proposta do Corinthians por rivalidade com time do coração

Por Meu Timão

Renato Abreu jogou no Corinthians de 2001 a 2005

Renato Abreu jogou no Corinthians de 2001 a 2005

Foto: Divulgação

Contratado pelo Corinthians em 2001, Renato Abreu foi uma espécie de 12º jogador alvinegro por quatro temporadas. Antes das 177 partidas vestindo o manto, no entanto, o meia chegou a rejeitar uma transferência para o Timão. O motivo foi a rivalidade com o Santos, time de coração de seu pai e que acompanhou durante toda a infância.

"Antes eu era muito fanático pelo Santos. Eu ia para estádio junto com o meu pai e torcia para o Santos como louco, e eu nunca imaginei jogar no Corinthians, tanto que a primeira proposta para eu recusei. Eu falei: 'eu não vou'. Sem dúvida, o sonho do meu pai era que eu jogasse no Santos. Era um sonho meu também, a gente era fanático, só que surgiu a proposta do Corinthians e eu recusei. Eu me sentia tão bem no Guarani e não tinha essa visão toda de que o Corinthians seria o melhor para mim", relembrou Renato, em entrevista ao UOL Esporte.

"Aí entrou o empresário, de saber visualizar o mercado e falar o que era bom e o que era ruim, e era Corinthians. 'Não é só você que estará lá, tem outros jogadores que vão chegar junto com você', tanto que naquela época chegou eu, Doni, Fabricio, Fabinho, Leandro Guerreiro, Luciano Ratinho, uma galera nova que se enturmou, então eu fiquei à vontade, e também com jogadores experientes que tinham conquistado o Mundial. Então, para mim, foi uma maravilha. Quando comecei a visualizar a minha profissão, eu não pensava em Corinthians, nada. O negócio era seguir a profissão sem pensar no clube que eu ia vestir a camisa, e o Corinthians foi uma maravilha para mim", completou.

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Depois de ser convencido a defender as cores do Timão, Renato desembarcou no Parque São Jorge e por lá permaneceu durante quatro temporadas. O jogador, que marcou 19 gols pelo clube, só selou sua saída em 2005, quando perdeu espaço para as contratações feitas pela MSI. Para buscar novos ares, o canhoto rumou ao Flamengo. Apesar da negativa no início da carreira, as coisas mudaram e, dessa vez, ele queria permanecer no Corinthians.

"Nem foi vontade minha ter saído, mas foi justamente para buscar espaço. Foi bem na época que chegou a MSI, o Kia... Chegaram com alguns jogadores que eram para jogar, e eu entendo o mercado, futebol é assim, pagam mais para jogar, então foi a visão que teve o Corinthians. E na época rotularam alguns jogadores como banco de luxo, ou seja, para mim banco de luxo quer dizer que eu não vou atuar, e isso a gente foi vendo aos poucos", explica o meio campista.

Mesmo com uma passagem menor do que esperava, não dá para falar que seu tempo de Corinthians não foi bom. Nos quatro anos em que permaneceu no clube, foi campeão três vezes. Em 2002, levou para casa a Copa do Brasil e o Torneio Rio-São Paulo. No ano seguinte, foi a vez de conquistar o Campeonato Paulista com a camisa do Timão. A desconfiança antes de chegar ao Parque São Jorge foi, então, transformada em gratidão.

"Independente de não ter conseguido alguns resultados, todos os títulos possíveis, foi uma história linda que eu construí dentro do Corinthians e, até hoje, eu tenho contato com o pessoal. Até esses dias eu estava falando com o cara que cuida do campo do Corinthians, o Alemão, falo com o massagista, o Alex, que é desde a minha época, estava falando com o meu parceiro, meu compadre, o Fabinho, com o Jô, que iniciou com a gente, então tudo que eu tenho do Corinthians é gratidão, por tudo que aconteceu. Não tem nada que falar de coisas ruins", concluiu.

Veja mais em: Ex-jogadores do Corinthians.

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