A jornal inglês, Kazim rasga elogios à torcida do Corinthians: 'É o que os mantêm vivos'

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Turco parece ter entendido o que é jogar no Corinthians

Turco parece ter entendido o que é jogar no Corinthians

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Com a excelente temporada física e técnica de Jô, Kazim teve poucas chances de mostrar serviço no Corinthians. Mesmo com os raros minutos, não faltam torcedores insatisfeitos com as qualidades do turco. Apesar disso, uma coisa parece ser consenso entre toda a Fiel: o gringo entendeu o que é o Timão. O atacante tentou deixar isso claro para os ingleses, em entrevista publicada nesta quarta-feira.

"No estádio, eles fazem qualquer coisa para o seu clube. É o que os mantém vivos. Na Inglaterra, um fã pode dizer "dane-se o Arsenal" hoje, mas aqui é uma religião, os mantêm de pé. Se você tirar o Corinthians de certos torcedores, acredito que eles não poderão mais viver. É como quando você está em um relacionamento. Minha tia estava com meu tio. Minha tia morreu e meu tio faleceu dois meses depois", disse ao RealSport.

"Vejo pessoas gastarem o dinheiro do pão, da energia, da água, apenas para ter um ingresso. É por isso que você tem que dar tudo de si. Mesmo se estiver jogando mal, deve mostrar as pessoas que se importa", completou.

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Kazim soube explicar como poucos o que é a relação da torcida com o Corinthians. Outras coisas, porém, o turco não conseguiu descrever com exatidão. Ao ser perguntado sobre seu sentimento ao marcar contra o Avaí, lhe faltaram palavras.

"É difícil colocar esse sentimento em palavras. Depois que eu marquei, fiquei frio, entorpecido durante cinco minutos. Foi louco", resumiu.

Além das diferenças fora de campo, nas arquibancadas, Kazim usou um jovem jogador do Corinthians para explicar também o estilo de jogo do Brasil, sobretudo da formação de atletas, que é bem diferente da Inglaterra - país onde nasceu. O nome escolhido pelo turco foi o de Pedrinho, prata da casa do Timão e caracterizado pelo jogo de dribles.

"Os jogadores recebem muito mais liberdade aqui. Eles tiram garotos da favela e simplesmente deixam jogar. Na Inglaterra, há muito "O que você tem no cabelo, pare de usar roupas assim". Qual é o objetivo de mudá-lo? Temos o Pedrinho aqui no Corinthians. Eles não tentam mudar a maneira que ele joga. Esse é o estilo dele. Se você tentar mudar, então ele não é o mesmo jogador, mas na Inglaterra é muito sistemático", afirmou.

"Aqui, enquanto você estiver indo bem nos treinos e no campo, não importa se tem ou não linhas raspadas no cabelo", completou.

Mais do que explicar diferenças e semelhanças entre os países, Kazim também falou sobre o que espera da próxima temporada. Sonhando com a Libertadores, o turco deixou claro ao portal inglês que, por aqui, também há uma dificuldade grande em lidar com a arbitragem. Para ilustrar isso, relembrou o duelo contra o Racing, válido pela Copa Sul-Americana.

"Este ano eu acho que fomos enganados na Sul-Americanas, contra o Racing. O árbitro estava dando muitas faltas, mas é assim que vai. O Brasil é o único país de língua portuguesa nos Libertadores e na América do Sul", disse, ressaltando a dificuldade imposta pelo idioma.

Veja mais em: Kazim e Heptacampeonato brasileiro.

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