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Cabeça no lugar
Raphael Laruccia explica modelo tático do Corinthians Sub-17 e valoriza vantagem sobre rival
Por Beatriz Maineti e Victor de Godoy Santos
O Corinthians saiu na frente na disputa por uma vaga na grande final do Campeonato Paulista Sub-17. Com a vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo , conquistada na última terça-feira, a equipe de Raphael Laruccia precisa de apenas um empate no jogo de volta para avançar na busca do título. O treinador, porém, prega a parcimônia, e diz que é preciso trabalhar o resultado positivo a seu favor mantendo os pés no chão.
“A vantagem é sempre importante, assim como foi na fase anterior. De nada adianta a vantagem se você não fizer sua parte depois. Como falei para os meninos, nosso maior perigo agora é a euforia. Pés no chão, vamos trabalhar, a gente tem três dias até o próximo jogo para conseguir a classificação. Não vai ser fácil, como têm sido os jogos nessa fase e clássicos são sempre difíceis e a equipe do São Paulo é muito qualificada”, explicou Raphael Laruccia em entrevista coletiva após a vitória na Fazendinha.
O treinador, que retornou ao Sub-17 há pouco menos de um mês depois de um período como comandante da equipe Sub-20, tem se preocupado em montar uma equipe mais coletiva na categoria. Laruccia acredita que a coletividade ajuda a destacar as individualidades dos atletas, e tem trabalhado esta ideia com os seus jogadores na briga pelo título paulista.
“É ter uma ideia em mente e trabalhar exaustivamente, diariamente. Acima de tudo, ter convicção de que essa ideia vai funcionar pois a partir do momento que você tem a convicção, os atletas compram a ideia também. Quando temos essa coletividade funcionando vai ressaltando as individualidades e é um processo natural e é algo que eu converso muito com eles. A individualidade só vai aparecer a partir do momento que você tiver um coletivo eficiente. A gente acredita muito nessa ideia e tentamos passar essa ideia aos atletas diariamente”, afirmou.
Prova da coletividade corinthiana é a movimentação de Vitinho e Miguel, que atuaram, respectivamente, como meio-campista e lateral-esquerdo. Acostumados a dividir o corredor, os jogadores foram momentaneamente separados no confronto diante do São Paulo porque, segundo Raphael Laruccia, o jogo pedia uma dinâmica diferente.
“Essa movimentação foi uma conversa que eu tive com eles no intervalo pois é uma movimentação que em alguns momentos ela ajuda, mas para a característica que estava o jogo, ela estava atrapalhando a nossa dinâmica. A ideia era que o Vitinho se posicionasse junto com o Molina e conseguisse conectar o jogo por dentro que seria onde iríamos tirar vantagem e quando ele fazia essa movimentação, a gente perdia espaço, tinha a bola no pé, mas não conseguia progredir. Era uma questão do que o jogo estava pedindo e isso é um processo normal de amadurecimento deles”, concluiu Raphael Laruccia.
O Corinthians Sub-17 terá três dias para se preparar para o jogo de volta, que acontece já no próximo sábado. No estádio Marcelo Portugal, o Timãozinho enfrenta novamente o São Paulo para o jogo de volta do Campeonato Paulista da categoria.





