1.1K 15 Reportar erro
'Organização'
Fábio Santos compara Libertadores e Mundial e indica principal obstáculo do Corinthians para títulos
Por Matheus Fiuza, Matheus Quintino e Melik Chain
Neste sábado, Corinthians e Boca Legends fazem um amistoso especial no Mercado Livre Arena Pacaembu, em homenagem ao título corinthiano da Libertadores de 2012. Titular naquela conquista, o ex-lateral Fábio Santos falou sobre o reencontro.
"Ansioso para poder rever o torcedor corinthiano, rever todos os atletas, faz muito tempo que eu não vejo o pessoal. Eu acho que isso só mostra o tamanho da conquista, o tamanho da grandeza daquele feito que nós construímos, nós jogadores, com o torcedor, enfim, todo aquele elenco. E eu acho que tem que comemorar mesmo, foi a primeira, a única até o momento que nós corinthianos temos, então acho que tem que ser muito comemorado", disse ao Meu Timão na chegada ao hotel onde estão hospedados os jogadores.
Fábio Santos participou da era vitoriosa do clube, também sendo peça importante no Mundial de Clubes do mesmo ano, em que o Corinthians superou o Chelsea, da Inglaterra, para conquistar o bicampeonato. No entanto, o ex-defensor falou sobre o gosto especial da Libertadores em relação ao jogo contra os ingleses.
"Óbvio que o Mundial é mais difícil de conquistar, tanto que o último Mundial conquistado por uma equipe sul-americana foi em 2012, foi o que a gente conseguiu fazer, mas a Libertadores pro Corinthians em si tem um gosto especial. Aquela conquista foi muito especial pra gente, por ser a primeira, nós sentíamos a pressão, a necessidade de vencer, não só a gente, os torcedores também", lembrou.
A campanha também foi única, com título invicto após oito vitórias e seis empates. Um dos principais trunfos era o sistema defensivo montado por Tite, que terminou com apenas quatro gols sofridos. Fábio Santos destacou as maiores virtudes daquele elenco e o funcionamento da equipe.
"Eu acho que o comprometimento de todos, não só o sistema defensivo. Era uma equipe que funcionava muito bem, todo mundo entendia o que tinha que ser feito, desde os atacantes até a parte defensiva. Isso reflete, obviamente, a entrega de todos e realmente você for ver muito pouco gol sofrido. Então acho que aí está o grande mérito dessa conquista."
Aposentado desde o fim de 2023, quando não renovou o vínculo com o Corinthians, o jogador viu o Timão quebrar o jejum de seis anos sem títulos há pouco mais de dois meses, com o Paulistão 2025. Para ele, a única possibilidade de retomar as glórias é partir de um extracampo organizado, situação oposta à vivida politicamente pelo clube nos últimos meses.
"Acho que é meio óbvio o que temos enxergado de fora faz algum tempo. A questão da organização, acredito muito nisso. Lá atrás, antigamente, todas as equipes praticamente eram bagunçadas, mal organizadas, e no final do ano sempre acabava ganhando uma (taça). Mas a partir do momento que as equipes começam a se estruturar, a se organizar, a gente está sempre vendo os mesmos chegarem, e é natural que essas mesmas equipes acabam conquistando. Então essa organização fora eu acho que faz muita diferença para dentro (do campo), acho que o Corinthians tem que organizar realmente a parte diretiva, infelizmente vem num momento muito ruim, não é desse ano já, os anteriores também. A gente torce para que isso aconteça o mais rápido possível, para que dentro de campo os jogadores possam ter a tranquilidade de saber que as coisas caminhando fora também, caminhando de uma maneira correta, pode dar certo de novo", finalizou Fábio.
O jogo "Reencontro de Gigantes" será disputado neste sábado, às 15h, no Pacaembu, e contará com a presença de vários nomes marcantes da campanha de 2012. Os ingressos seguem disponíveis pelo Fiel Torcedor e no site reencontrodegigantes.com.br .





