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'Ideal nosso'
Técnico do Corinthians elogia postura no segundo jogo e exalta torcida na semifinal do NBB
Por Matheus Fiuza e Victor Bhering
O Corinthians empatou a série da semifinal do Novo Basquete Brasil (NBB) diante do Pinheiros ao vencer o primeiro jogo em casa, por 98 a 84, na última quarta-feira . O técnico Jece Leite analisou a mudança de postura na segunda partida da eliminatória e o desempenho da equipe após começar em desvantagem na abertura como visitante.
"É um dia de cada vez, um jogo de cada vez, um passo de cada vez, e o passo foi bem dado. O Pinheiros fez o que fez no campeonato. Eles ficaram ali muito tempo na liderança, a gente teve os nossos méritos, se classificar como classificou, ter chegado com (a Copa) Super 8, que não chegava, e cresceram na hora certa. Então, a diferença vai muito de a gente ter conseguido ser como a gente é. No primeiro jogo, a gente não conseguiu, eles neutralizaram isso. Hoje, a gente conseguiu impor o nosso ritmo, eles buscaram o jogo, que é isso que eles vão fazer, eles não vão desistir nunca, não que a gente desista, mas eles têm isso como característica, principalmente, pela juventude deles", disse na zona mista do Wlamir Marques.
Depois da derrota no Henrique Villaboim, na segunda-feira, o comandante corinthiano havia expressado chateação com as disputas corinthianas ao longo do jogo, cuja falta de energia levou a um placar elástico do Pinheiros. Desta vez, Jece admitiu ter visto o Corinthians próximo do ideal nos duelos.
"Esse é o nosso ideal, que é o que fizemos principalmente nessa reta final do segundo turno, que vai entrar no playoff. Entramos muito com essa energia, então é isso que temos que buscar. A gente pode até errar no resto, mas não pode faltar disposição para ir lá e pegar o rebote”, explicou.
Mesmo sem Davaunta Thomas, desfalque por um problema nas costas, o elenco alvinegro conseguiu abrir larga vantagem ainda no intervalo, com 18 pontos de diferença. No retorno da pausa, os visitantes chegaram a encurtar para 11, mas o funcionamento da rotação do Corinthians foi um dos diferenciais para evitar uma possível reação.
"Desde que o basquete é basquete, quando tem essa diferença em um primeiro tempo, e você tem um time com uma característica deles, que é uma equipe jovem e muito ativa atleticamente, eles vão voltar no terceiro quarto com tudo ou nada. Eles não vão poder deixar ir embora. A gente tinha uma gordurinha, que não era só para ficar administrando, também existia um cansaço nosso, a gente teve uma rotação ao menos sem o Thomas hoje. O Tico entrou muito bem, o Cauê Borges está bem, o Munford foi bem. Todos os nomes agregaram para que o jogo pudesse continuar no nosso controle. Ele não saiu do controle, mas era a chance de os caras darem essa tacada, e, depois, talvez, também pesou para que a gente voltasse e continuasse tomando conta do jogo", relembrou.
Assim como nas quartas de final, o Wlamir Marques recebeu uma atmosfera de jogo decisivo, com apoio da Fiel nas arquibancadas. Jece Leite elogiou o papel da torcida e se mostrou confiante para que o próximo duelo não seja último com mando do Corinthians neste NBB.
"Eles são o sexto ou 12º (jogador) lá no campo. São fundamentais para a gente, é surreal o que está acontecendo para a gente. Levou dois anos para mim, pelo menos, estar vivendo isso aqui realmente como é. Então, isso aqui é fantástico. Você fez a mesma pergunta na outra série, que poderia ser o último jogo. É um dia dia de cada vez e, se Deus quiser, não vai ser o último jogo", finalizou.
As equipes voltam a se enfrentar pelo terceiro jogo no próximo sábado, o último com mando alvinegro nesta fase. A bola sobe às 18h10, no Wlamir Marques. O quarto e um possível quinto embates da série serão no ginásio do Pinheiros.





