Alex: 'O objetivo é o título, não só a vaga para a Libertadores'

Alex: 'O objetivo é o título, não só a vaga para a Libertadores'

Alex conhece todas as faces do futebol brasileiro. Hoje, no Corinthians, contratado em maio por 6 milhões de euros (cerca de R$ 14 milhões), o meia deixa para trás um passado que já teve muitos títulos e alimenta os sonhos de conquistar o Brasileirão deste ano e chegar, novamente, à Seleção.
Nesta quinta-feira, Alex recebeu a reportagem do LANCENET! na sede da Topper, na Zona Sul de São Paulo. O camisa 12 corintiano assinou um contrato de patrocínio com a empresa de material esportivo, com duração de quatro anos. Abaixo, você confere a entrevista exclusiva com o meia.
LANCENET!: A que se deve o ótimo início do Corinthians no Brasileirão? Até onde acha que esse time poderá chegar no ano?
Alex: Ao elenco qualificado e à estrutura física e humana do clube. O Corinthians trabalha, agora, para ser campeão, porque tem a condição de brigar com os outros. Não tem como falar que queremos só a classificação para a Libertadores neste ano, pois começamos muito bem. O objetivo é o título. Vamos tentar aproveitar o início para carimbar a conquista.
L!: A estrutura do Corinthians surpreendeu?
A: O clube mudou muito. Hoje, o Edu (Gaspar, gerente de futebol), por exemplo, é super orgulhoso de ser corintiano, do terrão. O Corinthians se profissionalizou. O que antes era apenas dentro de campo, hoje conta com uma ótima estrutura. A diretoria comandada pelo Andrés (Sanchez, presidente) tem de ser parabenizada. O jogador que chega já tem a ideia de uma grande equipe e de uma linha profissional de trabalho.
L!: Você veste a camisa 12 pelos tempos que ficou no Spartak Moscou (RUS). Por coincidência, tem sido a primeira alternativa do Tite em todos os jogos. Ficaria confortável com este posto de 12º jogador ou só se satisfaz com a titularidade?
- Acabou coincidindo. Ser um 12º jogador no COrinthians também foi natural. Hoje em dia está sendo meio assim, é bom saber que pelo menos vou entrar. De estar fora do time titular nem todo mundo gosta tanto, mas é natural em um grupo qualificado. Hoje estou do lado de fora esperando esses 15 ou 20 minutos para contribuir.
L!: A convocação do Ralf para a Seleção Brasileira motiva você a voltar a vestir a Amarelinha?
A: Ralf está indo para a Seleção porque está jogando muita bola. Não entendo como um jogador com a qualidade dele não teve uma oportunidade em uma grande equipe antes dos 26 ou 27 anos. Eu tenho como grande objetivo voltar à Seleção, até porque me acho em condições físicas e técnicas. Se fizer o que já fiz no Inter e no Spartak, só vai depender do Mano (Menezes, treinador da Seleção). Se eu estiver no nível de exigência que ele coloca, acho que é possível chegar à Copa de 2014. Mas hoje tenho de pensar em Corinthians. Se vier Seleção novamente, melhor.
L!: Em 1997, com 15 anos, você fez um teste nas categorias de base do Corinthians e não passou. Chegou a repensar a carreira?
A: Era um divisor de águas para mim. Fui de última hora, com três colegas de Campinas. Fui bem, fiz um passe, um gol, mas os três acabaram passando, e eu não. Voltei sem saber o que iria acontecer. Tinha feito teste no Guarani e também não tinha passado. Fiquei na dúvida. Falei que se chegasse aos 18 e não tivesse conseguido nada, iria fazer um curso profissionalizante e começaria a trabalhar. Mas as portas se abriram...
L!: E como se abriram?
A: Em Campinas, em 1999, fui observado por um treinador. Ele me perguntou se eu poderia ser lateral-esquerdo, e aceitei. Entrei no jogo e ele gostou. Pegou meu telefone e disse que assumiria o Primavera. Ali começou tudo. No fim do ano, fui para o Guarani.
L!: Você gosta de estudar as fraquezas dos adversários, a parte tática. Foi sempre assim?
A: Gosto muito. Não assisto a um jogo simplesmente por ver. Gosto de ver a formação, comportamento, marcação. Se estudo meu adversário, saio na frente.
L!: Por ser atento ao que está fora das quatro linhas no futebol, pensa em seguir no esporte depois de se aposentar?
A: Não sei. Treinador? Muito difícil. Talvez um cargo gerencial. É um mercado carente pelo lado da idoneidade, da ética. O esporte precisa de gente com visão um pouco mais pura. Não que eu seja um santo, mas tenho alguns princípios e não passo por cima de ninguém para tirar proveito. Não sei se sigo no futebol por ser um meio sujo e também por saber que não vou conseguir mudar o mundo. São coisas da parte política que gosto, mas não concordo, e influenciam para que eu não siga um caminho assim.

Alex: 'O objetivo é o título, não só a vaga para a Libertadores'

Fonte: Lancenet

Enviado por: Matheus Rodrigues

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