Entenda o caso Chicão

Entenda o caso Chicão

Chicão foi contratado para jogar no Corinthians na campanha de acesso a série A, em 2008, após a queda do Corinthians para a série B no brasileiro de 2007. Junto com William ele formou a melhor dupla de zaga dos últimos tempos no Corinthians. Dupla esta que foi encerrada ano passado quando William, o Capita (como é conhecido) aposentou-se.

Veio Leandro Castán que chegou do Grêmio Barueri para ser a segunda opção no banco de reservas do Corinthians, que já contava com o experiente Paulo André, cotado para assumir a vaga deixada pelo Capita. Paulo, no entanto, contundiu-se e abriu espaço para Castán que agarrou a oportunidade e aí ficou (desde o início do Paulistão, mesmo cercado de desconfiança pela torcida, com personalidade ele conquistou o seu espaço). Nessa dança das cadeiras apenas Chicão vigorava absoluto. Após as saídas de William, Ronaldo e Roberto Carlos ele assumiu a braçadeira de capitão, sendo o novo zagueiro xerife do Corinthians.

Quase levantou a taça do Paulistão, quando o Corinthians perdeu para o Santos na final na Vila Belmiro por 2×1. No Brasileirão ele e Castán formaram a dupla de zaga menos vazada do campeonato, até que chegou a má fase. Todos sabem que jogadores alternam entre boas e más fases, e chegou a vez de Chicão. Perdendo bolas fáceis, batendo cabeça com o seu companheiro, o time começou a cair de produção. A torcida cobrava mais liderança do seu xerife, cobrava mais empenho e hora sim, hora não, o Corinthians conseguia responder em campo, dando ao torcedor a saudade daquele William Capita, o vibrante líder, que cobrava o seu time em campo e ajustava a equipe para os vários momentos do jogo.

Até que o Técnico Tite, pressionado pela diretoria, torcida e mídia, pelos muitos gol’s sofridos pelo Corinthians nos últimos jogos (especialmente os 3×1 de virada no jogo contra o Santos no PACAEMBU) resolveu bancar a troca da zaga. Sacou Chicão e Castán e promoveu Paulo André e Wallace. Neste momento de transição, quando o time mais precisou o Chicão não esteve presente. A revolta do zagueiro, acredito eu, criou na mente de Tite aquilo que tornou-se muito comum no futebol, “jogadores que derrubam técnicos”. Este caso ocorreu recentemente no Santos, que perdeu Dorvial Júnior por culpa da dupla Neymar e Ganso, bancada pela diretoria.

Chicão arriscou, saiu do time e recusou-se a ficar no banco no clássico. Não entro nos méritos pessoais que o levaram a fazer isso, entro sim nos méritos profissionais. O time estava em queda livre na tabela. Precisava vencer, não tomar gols. Tite não podia perder ou sem dúvidas seria demitido (Mesmo Andrés dizendo que não). O nosso “ex-xerife” não bancou a mudança do técnico e pediu isolamento, e assim o recebeu. O Corinthians jogou contra o São Paulo e empatou, 0×0, sem Chicão no banco de reservas. No jogo seguinte 1×0 contra o Bahia, novamente sem Chicão no banco. E agora, para o jogo contra o Vasco, novamente o zagueiro foi preterido e nem viajou para o Rio de Janeiro.

Tite viu seu cargo ameaçado, pois o líder dos jogadores não apoiou a sua modificação, e resolveu afastar o jogador do grupo atual até que seja necessário o seu retorno, treinando assim separado ou com os reservas. Se o retorno do jogador não acontecer neste nacional Chicão será negociado no final deste ano. O seu empresário já está procurando possíveis clubes para o seu jogador. Se Tite ganhar este campeonato com Chicão no banco ou fora dele, o zagueiro com certeza sairá, porque com o título o técnico fica.

Agora eu pergunto, é bom para o Corinthians perder o Chicão?

Entenda o caso Chicão

Fonte: Chute sem Pulo

Enviado por: Juarez Turrini

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