Equilíbrio emocional é o trunfo do Corinthians

Equilíbrio emocional é o trunfo do Corinthians

Crise é uma palavra que ultimamente vem passando bem longe do Corinthians. Campeão da Libertadores, Pacaembu sempre cheio, estádio sendo construído, preparação para o Mundial e por aí vai. Parece que o time só recebe notícias boas. Mas o fato é que nem sempre foi assim e talvez o maior trunfo para alcançar esse patamar foi saber se virar muito bem quando a adversidade chegou.

É impressionante como o elenco corintiano não se abala em campo. Não importa se está perdendo quando precisa ganhar, se tem um homem a menos ou se o árbitro está errando muito. O time pode até ficar nervoso, mas não o suficiente para prejudicar o desempenho. Algo que ficou claro no rival Palmeiras, no domingo.

Basta ver o número de jogos tensos nos quais o Timão se saiu bem. Só na Libertadores, viu o juiz o atrapalhar contra o Emelec, no Equador, além de placares adversos no Pacaembu, diante do Santos, e em La Bombonera, contra o Boca Juniors. Mas nada de sair de campo com o resultado negativo.

“Não adianta, no futebol, tem de ter tranquilidade. O Tite sempre bate nessa tecla e nosso time conseguiu assimilar bem isso. A gente tenta manter o padrão de jogo, independentemente da situação”, discursa o meia Danilo.

Os jogadores comentam que o grande trunfo é saber dosar as reações. Acelerar quando necessário — como Emerson contra o Boca — e acalmar em momentos mais difíceis — como contra o Vasco, pela Libertadores, no Pacaembu.

“Nosso time tem maturidade para conseguir jogar dentro e fora da mesma maneira. É um time maduro e preparado para agir em qualquer tipo de situação”, analisa Tite.

Fator Tite/ O discurso do treinador pode ser chato e repetitivo para algumas pessoas, mas ele tem enorme parcela na fase madura do Corinthians. Ele cobra demais a parte psicológica dos jogadores. Puxa a orelha quando vê exageros e dá um choque de adrenalina quando o jogador anda meio por baixo.

Basta ver o caso de Douglas. O camisa 10 ficou um bom tempo no banco, por não se dedicar. Não entrava no espírito do time. Depois de muita conversa, engrenou, mudou seu estilo de jogo, além de parte do seu temperamento, e passou mais tranquilidade aos companheiros. Assim, ganhou a vaga.

Por essa tranquilidade, em dezembro, é bom que o Chelsea não fique nervoso, pois o Timão, com certeza, não ficará.

Fonte: Rede Bom Dia

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