Duas máquinas, o mesmo objetivo

Duas máquinas, o mesmo objetivo

O confronto entre os representantes sul-americanos e africanos pela semifinal da Copa do Mundo de Clubes da FIFA 2012 não opõe apenas dois campeões continentais. Vale também como o embate de dois times que possuem elencos bastante entrosados. Tanto o Corinthians como o Al-Ahly chegaram ao Japão com atletas que se conhecem há bastante tempo. Agora, eles colocarão sua coesão tática à prova.

O jogo
Al-Ahly x Corinthians, Estádio Toyota, quarta-feira, 12 de dezembro,19h30 (hora local)

Em cena
Depois de 12 anos, o Corinthians está de volta ao Mundial de Clubes da FIFA em busca de sua segunda conquista – algo que também significaria para a equipe alvinegra completar um ciclo perfeito nos últimos dois anos, somando-se aos títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores da América. No torneio latino-americano, o Timão foi dominante, vencendo de modo invicto, sofrendo apenas quatro gols. O desafio agora é repetir esse tipo de desempenho contra rivais de outros continentes.

O primeiro obstáculo é o Al-Ahly, que derrotou o Sanfrecce Hiroshima por 2 a 1 pelas quartas de final, sendo observados de perto por membros da delegação corintiana no estádio. A equipe egípcia, que joga o torneio pela quarta vez, mostrou bom toque de bola no ataque, mas por vezes teve dificuldade para conter os japoneses do outro lado do campo. Na primeira partida do torneio, o time japonês havia derrotado o Auckland City por 1 a 0.

Dois jogadores que simbolizam a rara longevidade de ambos os elencos são Chicão e Mohamed Aboutrika. O ídolo egípcio iniciou sua trajetória pelos Diabos Vermelhos desde 2004, enquanto o zagueiro brasileiro defende o Corinthians desde 2008.

O número
8 – Contra o Sanfrecce, o Al-Ahly disputou sua oitava partida em uma Copa do Mundo de Clubes da FIFA, se isolando como o recordista do torneio. O time agora sairá do Japão com dez jogos no currículo, já que o triunfo na estreia lhe garantiu a disputa de mais dois jogos nesta edição, não importando o resultado desta semifinal.

O que eles disseram
"Eu não acredito que resultados anteriores determinem favoritismo. O que determina é a força da equipe, os 90 minutos da semifinal. A experiência da equipe pesa, a qualidade dos atletas pesa. Temos muita consciência disso. Sabemos da nossa força, mas não acredito em favoritismo. Acredito em capacidade dos atletas na preparação para o jogo."
Tite, técnico do Corinthians

“Não tive muito tempo de estudar bem o Corinthians, mas aatuação de minha equipe contra o Sanfrecce foi muito boa e agora devemos nosconcentrar no time brasileiro. Estamos em uma situação especial e estou certo de que todosos egípcios estão contentes com nosso primeiro resultado. Houve muitos sacrifíciosno povo egípcio.”
Hossam El Badry, técnico do Al-Ahly

Fonte: Fifa

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